O meu nome é Ray,e sou gay. Este será um blog sobre “as coisas vulgares que há na vida”. Na minha vida! É um blog para maiores de 18 anos. Para todos aqueles que tem alguma curiosidade sobre a vida e pensamento gay.
O que me dizes?
Por: Ray, em 15.11.07 às 16:55link do post | adicionar aos favoritos

9 De Novembro de 2007

 

Sexta-feira, foi noite de namoro.

Como costume o H. veio ter comigo, e logo as saudades imediatas foram sanadas. O nosso reencontro foi brindado com leite batido com muita paixão e tesão.

Depois de largos momentos de conversa e namoro, saímos para jantar, e acabada a refeição fomos tomar café a um bar. A caminho mandei um sms ao meu irmão a convida-lo para virem ter connosco. Quando disse o que havia feito ao H. ele ficou nervoso, e compreendo porquê.

Ainda ficamos uma hora e tal a espera do meu irmão e cunhada, e esta espera deve ter sido bastante difícil de aguentar pelo meu amor. Sempre que entrava um casal no bar, perguntava-me se eram eles. Via no seu comportamento e atitude o nervoso que estava. Várias vezes lhe perguntei se queria vir embora, e se queria que desmarca-se com o meu mano. Também não o queria fazer sofrer com ansiedade, nem tão pouco “obriga-lo” a fazer algo para o qual ainda não estivesse preparado. Como não o fez, continuámos a conversa, até que finalmente apareceram. E para minha alegria vinham com a C.

Fiz a apresentações, e quem ficou nervoso fui eu.

O H. acabava de sair do armário, de se expor e logo a três pessoas que não conhecia de lado nenhum. Via-o a esforçar-se para se comportar normalmente, mas conseguia claramente ver o nervoso nos seus gestos e conversa. O meu irmão, cunhada e a C. fizeram o que sabem fazer muito bem. Conversar e divertir-se. Iam metendo conversa, e dizendo piadas, tentando pôr o meu amor o mais a vontade possível! Sabia que ele não conseguir estar, o que é perfeitamente normal e aceitável. Eu estava a sentir-me tão nervoso como ele.

Esta noite trouxe-me a memória, as primeiras vezes que também acompanhado me expunha pela primeira vez a pessoas que não conhecia de lado nenhum. Naquela altura apenas confiava no discernimento do V. lembro-me de ter sido muito difícil, e não ter conseguido ser eu próprio, mas não me arrependo. Valeu a pena. Consegui lidar melhor comigo próprio.

Mais copos e conversa, e logo que me perguntou se queria ir embora acedi e saímos dali! Voltamos ao meu quarto para mais uma bela sessão de namoro e amassos.

Olhando para trás, consigo perceber como foi difícil para o H. o que ele fez. Pelo que me contou ninguém sabe da sua sexualidade. Não precisava de nenhuma prova de amor, mas este homem, neste dia saiu do armário, por amor a mim!

A atitude do H. de querer conhecer o meu irmão e a minha cunhada, contou e tocou-me muito! Ele teve que sair muito da zona de conforto para o fazer. Demonstra sem dúvidas que está de facto empenhado em construir uma relação, que quer fazer parte da minha vida e principalmente que me ama e confia em mim.

Saiu daqui já tarde, ficamos a fazer amor até as tantas, e amanha, ele tem que ir trabalhar e eu tenho que acordar cedo para ir para o baptizado.

R.

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Luar_Amigo a 15 de Novembro de 2007 às 20:36
Só com acontecimentos destes é que uma relação pode ter pernas para andar...


Abração...

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