O meu nome é Ray,e sou gay. Este será um blog sobre “as coisas vulgares que há na vida”. Na minha vida! É um blog para maiores de 18 anos. Para todos aqueles que tem alguma curiosidade sobre a vida e pensamento gay.
O que me dizes?
Por: Ray, em 20.01.08 às 23:55link do post | adicionar aos favoritos

            20 De Janeiro de 2008.

 

Este foi sem duvida um domingo bizarro.

Essencialmente por três motivos.

Já há muito tempo que eu não trabalhava ao domingo. Não conto o bar que pouco tem a ver. Trouxe-me há memoria os meus dias em que trabalhava nas Caldas da Rainha. Muita gente na loja, a passear, mas muito poucas compras. Eu chamava-lhes as famílias felizes, os meus operadores apelidavam-nos de barrões. Os domingos neste ramo de comércio são tramados, estranhos. Não curto mesmo nada.

Outra coisa estranha, foi um olhar que um dos gajos lá da loja me mandou. Desde o primeiro dia que o vi, que o meu gaydar apitava. Nada assinalava de concreto. Apenas uma incerteza, um leve desconfiar. Mas hoje, foi diferente.

Quando entrei no balneário hoje, já lá estavam uma meia dúzia de gajos a trocar de roupa, entre os quais ele. Eu continuei o que ia fazer. Deixar o meu casaco, carteira e tabaco, mas ele fazia questão de estar a mudar de roupa virado de modo a eu o poder ver, sem desviar o olhar de mim. Quanto mais ele se esforçava mais eu o ignorava. Saí dali o mais depressa possível, evitando cruzar olhares com ele.

A meio da tarde de hoje, cruzamos nos nas escadas, e ele fixou mesmo o olhar em mim, e veio fumar um cigarro ao mesmo tempo que eu.

Felizmente havia mais gente na rua também a fumar e consegui vira-lhe as costas. Mas durante o dia, apercebi-me que ele estava varias vezes a olhar para mim.

Que merda é esta?

Mesmo que não tivesse o H. na minha vida, jamais iria arriscar alguma coisa com alguém no local de trabalho. Amanha vou estagiar para outro lado da loja. Quero distância deste tipo de merdas. Tenho o meu H. para tratar de mim. Lá por estar longe, tenho-o sempre no meu coração. E isto traz-me o terceiro motivo pelo qual este domingo foi estranho.

O meu H. ainda não confia plenamente me mim.

Vendo as coisas a frio, percebo em parte o porque!

Quem ler este blog, ficará com a ideia certa. Já fui um gajo que engatava e fodia a torto e a direito. Não perdia uma oportunidade. Mas tudo isso mudou.

O H. fez-me perceber muitas coisas. E o amor que me dá mudou-me. Não tenho falta nem saudades do tipo de vida que tinha. O encontrar o H. e a maneira que me envolvi e me dei, e o amor que tenho por este homem, preenchem-me como nunca nada antes o fez!

Mas hoje, o pessoal com quem estou aqui no hotel não quiseram jantar fora, e tive que ir sozinho. Mandei uma sms ao meu amor a dizer-lhe isso e que ia ao el corte inglês, que é mesmo aqui ao lado. De imediato na resposta que me mandou, me apercebi que ficara chateado, que não lhe agradava a ideia. Mas ainda assim eu precisava de comer algo. Mandou-me outra msg a dizer que sabia bem o que acontecia nesses centros comerciais. Entendi claramente o que estava a dizer. E mais importante percebi como e o que estava a sentir.

Mas por mais sms que lhe envia-se a tentar sossega-lo, não consegui. Quase de certeza que se passaram engates nos wcs. Sinceramente nunca me apercebi, talvez porque também nem sequer ando à procura disso, nem me interresa.

Quando cheguei à porta vi que estava fechado. Ainda bem, pensei para mim próprio, até porque já me estava a sentir culpado por fazer o H. sentir pouca confiança ao saber que eu ia lá. Mandei-lhe de imediato uma sms a dizer que estava fechado e que ia à churrasqueira a que fui ontem, para ver se ele ficava menos nervoso. Mas não resultou.

Em cada msg dele, conseguia sentir mais que um simples ciúme, sentia uma tristeza e magoa, não consegui jantar sossegado. Sabia que o meu amor não estava bem. Engoli dois pedaços de frango, meia dúzia de batatas, dei três goles na imperial e bazei. Só quando cheguei ao quarto é que fiquei mais calmo.

Não entendo o que o é que me falta fazer para ele confiar mais em mim.

Consigo entender o porque de ele agir e se sentir assim. Não lhe levo a mal. No meio desta desconfiança percebo o quanto ele me ama, e quanto ele me quer, e ainda mais importante o quão importante e sério este amor que temos é para ele.

Falta-me perceber e saber como é que lhe mostro que o que sinto por ele é de tal forma grande e intenso, que lhe sou fiel. Que o respeito, e o honro todos os dias a toda a hora.

AMO-O demais para arriscar a ficar sem ele só porque preciso de despejar os tomates!

Posso orgulhosamente dizer que sou fiel ao meu H. E isso é algo que vou manter!

R.


Luar_Amigo a 21 de Janeiro de 2008 às 00:13
Olá. O que voçês estão a passar é a primeira de muitas "provas de fogo", com que somos confrontados diariamente, para saber até que ponto se AMA alguém. Se o AMOR for verdadeiro, todas essas provas serão ultrapassadas com "uma perna às costas", se não..... A distância é uma dessas derradeiras provas e eu, sei do que falo, mas o importante nestes casos é haver CONFIANÇA, pois como costumo dizer ao MA: se as pessoas realmente tiverem uma consciência, a própria pesará consoante os actos que se cometem, bons ou maus.


Abração :)

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