O meu nome é Ray,e sou gay. Este será um blog sobre “as coisas vulgares que há na vida”. Na minha vida! É um blog para maiores de 18 anos. Para todos aqueles que tem alguma curiosidade sobre a vida e pensamento gay.
O que me dizes?
Por: Ray, em 28.04.09 às 18:00link do post | adicionar aos favoritos
28 de Abril de 2009



Cada vez sabe faz-me melhor. Mais um fim-de-semana em que o meu
nino veio ter comigo e o passamos juntos.

Veio na sexta-feira e por coincidencia também estive de folga
estes dias. Dava para tar sempre com ele. Sem preocupações de ir trabalha.

Como era a véspera do feriado, e como a cidade onde moro foi
teve um papel muito importante no desenrolar dos acontecimentos costuma
haver celebrações grandes. Este ano não foi exepcção. Havia um espectáculo
multimédia e ainda bem que estava de folga, porque queria mesmo ir ver.

Sem grande esforço convenci o meu nino, que não é muito dado a
este tipo de espectáculos a ir. E ambos adoramos. Acabamos por estar com o
meu mano e cunhada também.

Luzes, música, teatro, pirótecnia, projecções de imagens em
edificios, coros, orquesta sinfónica e por fim um enorme fogo de artificio.
Foi mesmo brutal. Apesar do frio que rapei adorei. Teria ficado mesmo triste
se não podesse ter visto.

Depois disto ainda fomos tomar um cafézito ao bar, mas o soninho
do meu nino era muito e lá viemos para a camita.

No sábado acordámos já passava das duas da tarde. Sei que já
disse isto inumeras vezes, mas é optimo acordar ao lado do meu homem. Banho
e fomos comer qualquer coisa na pastelaria do custume. Aquela do tal J. não
poderia deixar de ser. Decidimos que em vez de irmos jantar fora, que
deveriamos ir comprar algo e fazer-mos o jantar lá em casa.

É sempre uma aventura cozinhar com o H. Mas para mim o que mais
importante é estar com ele, e fazer-mos coisas juntos. Mesmo que seja uma
simples massa com legumes e fiambre.

Embora não me tivesse para aí virado acabei por sair com à
noite. Fomo até ao bar. Esperamos um pouco pelas babes, e por lá ficamos a
beber Mai Tai e jogar uno.

No dia de domingo ainda tomamos café com o mano e minha cunhada.
E rapidamente o tempo passou, e tinha que ir trabalhar de novo.

O tempo passa rápido. Visto de fora, foi um fim-de-semana
perfeitamente ordinário e sem grandes eventos. Mas para mim foi sublime.
Sinto-me bem, como se já vivesse junto deste homem fantástico. Mesmo quando
nada fora do normal fazemos. Apenas o viver o dia a dia, é tudo o que mais
gosto. Defenitivamente fomos feitos um para o outro, e quando o dia chegar
sei que vamos ser perfeitamente compatíveis.

Amo-te H.

R.

O que me dizes?
Por: Ray, em 23.04.09 às 19:40link do post | adicionar aos favoritos

23 de Abril de 2009

 

O 25 de Abril é uma daquelas datas que gosto e tenho prazer em festejar.

Mas desta vez , em vez de palavras deixo imagens.

 

           

 

           

 

           

 

           

 

           

 

           

 

 

            Todas estas imagens e outras igualmente fantásticas foram retiradas DAQUI.

            R.

 

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O que me dizes?
Por: Ray, em 22.04.09 às 20:48link do post | adicionar aos favoritos

22 de Abril de 2009

 

Ontem estive de folga. Como isto não anda muito bem de finanças o meu nino não veio cá. Fiquei por casa. Sai apenas para ir ao café e comprar algo para o jantar.

O pior foi mesmo adormeçer. Foi mesmo muito difícil.

Rebolei, e rebolei na cama. Até que desisti e voltei a ligar a tv. Fui para à tvi. Como estava a começar um filme, e aquela hora estes senhores normalmente não abusam dos anuncios, deixei-me ficar.

Até bufei quando vi que o filme era françês. Já estava a prever uma grande seca.

Não me lembro do nome do filme. Acho que foi o primeiro filme françês que vi na totalidade, e para meu espanto gostei mesmo. Era a história de um guarda faroleiro. Valeu a pena. Já adormeci bem depois das 6 da matina. Há muito tempo que não tinha umas insonias destas.

R.

 

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O que me dizes?
Por: Ray, em 22.04.09 às 20:47link do post | adicionar aos favoritos

20 de Abril de 2009

 

Já há um tempo que isto anda a acontecer. O H. até já tinha feito menção disso no seu blogue, mas eu esperei mais um tempo para dize-lo, mas hoje foi confirmado e de que maneira!

Embora se calhar já havia começado há mais tempo, só na semana em que o meu nino esteve aqui de férias é que me apercebi. Um dos gajos que é dono da pasteleria que custumo frequentar andava a olhar para nós de uma maneira que nada engana. Como lhe retribuia-mos os olhares, ele começou a ficar mais ousado. Olhava quase a descarada, piscava o olho a mim ou ao H. e sempre que nos dava o troco da despesa fazia umas festas na palma da mão. Eu e o H. achamos engraçado.

Eles são dois donos. Em termos físicos quer ele quer o outro tem muito bom ar. Ambos na casa dos quarentas. Este que faz o flirt é do agrado do meu nino. Eu pessoalmente gosto mais de ver o outro. Mas gostos não se discutem.

Hoje levei o pc para o café, como tenho andado a escrever alguns contos para o projecto “partilhate” e como já ando em fase de revisão poderia-o fazer no café. Sentei-me numa mesa bastante iluminada de modo a poder apanhar sol na moleirinha. Na mesa ao lado sentou-se o tal dono. Também ele ao pc. Estava eu entretido numa das história quando ouço o música do meu post anterior. Levantei os olhos do ecran.  No pc do J. (o tal dono do café) estava a passar o video. Ele percebeu o meu olhar e aproveitou e meteu conversa.

Começamos evidentemente por falar daquela senhora, mas rápidamente nos metemos numa amena cavaqueira. Fiquei surpreendido. Pensava que a conversa ia resvalar para o flirt descarado, mas enganei-me. Falou dele, da vida dele, de projectos em que está envolvido, e já nem me lembro muito bem como a conversa foi parar ao estado civil. Já tinha sido casado, e que já conhecia o J (o outro dono do café) há muitos anos, e que nunca havia suspeitado, mas a vida é assim.... e que já havia se importado mas agora passava-lhe ao lado o que as pessoas diziam dele, e da sua orientação sexual etc e tal.....por outras palavras acabava-se de se assumir, a ele e ao companheiro, e claro que também não dei parte fraca, falei de mim e do H. como companheiros e namorados que somos.

Gostei da conversa. Especialmente por não ter tido qualquer tipo de tensão sexual. Apenas conversa simples e sincera. Sem jogos de palvras. A conversa normal de duas pessoas que se acabaram de conhecer, e que coincidentemente tem um “segredo” em comum. Agora já conheco mais um casal gay aqui na cidade, e acho que isso é uma coisa muito positiva.

R.

 

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O que me dizes?
Por: Ray, em 16.04.09 às 19:45link do post | adicionar aos favoritos

As aparencias iludem. E de que maneira.

Este video encontrei-o depois da Pankas falar nisto no seu blogue.

OBRIGADO PANKAS. Desconhecia esta senhora.

Estou verdadeiramente impressionado!!

A canção é mesmo muito díficil. É de um dos musicais favoritos, “Les Miserables.” Já o vi ao vivo, mas o que esta senhora faz deixa aquela actriz num canto.

E como bonus, quem entender inglês, ouça com atenção a letra da canção e perceberam porque esta senhora canta isto com tanta emoção.

Vale a pena dispensar 7 minutos e ouvir isto.

R.

 

 

 

 

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O que me dizes?
Por: Ray, em 15.04.09 às 20:35link do post | adicionar aos favoritos

        15 de Abril de 2009

 

      A semana passada fartei-me de recerber mails com assuntos que me interessam.

      Passo a transcrever mais um:

 

 

O meu nome é Ricardo Lapão, e estou a escrever-vos este mail no sentido de vos pedir apoio para um projecto que estou a desenvolver com um conjunto de amigos.

 

O nosso projecto (http://www.partilhate.com) tem como objectivo publicar um livro com 200 histórias de partilha sobre a homossexualidade que contribua para ajudar a desmistificar os preconceitos que existem na nossa sociedade.

O nosso compromisso é lançar o livro em Junho de 2009 e para tal temos muito trabalho pela frente :)

 

Não sei exactamente de que forma é que vos é possível apoiar esta iniciativa, mas gostava de saber se poderiam:

- Ajudar a divulgar o projecto pelos vossos meios

- Dar-me algum contacto que considerem que poderia ser uma ajuda para este projecto

- Contribuir com algumas histórias vossas

 

Caso queiram podemos colocar o vosso logótipo no site do projecto como forma de dar credibilidade e abragência ao projecto e divulgar o vosso trabalho.

 

Acredito no poder das histórias, e acho que escrever uma história é também um modo de nos libertarmos nós próprios de medos e preconceitos que tenhamos.

 

Gostávamos muito de ter um livro realmente diverso com contributos o mais heterogéneos possíveis.

 

Antecipadamente grato,
Ricardo

 

             Mais um projecto que me pareçe muito interessante e no qual pretendo participar.

A tematica como é obvio é muito do meu interesse, e ao ser publicado quem sabe as mentes que poderá tocar e mudar. Acho que este projecto faz falta e espero que tenha projecção, e que sirva de catalisador para que sociedade aborde temas que urge falar e situações que há muito deviam ser mudadas.

Ainda que o prazo já seja apertado para o envio das histórias, ontem já escrevi uma. Estive de folga e como o meu nino não pode vir ter comigo aproveitei o tempo e escrevi um conto. Já tenho mais um alinhavado que pretendo acabar e enviar.

            Aqui fica mais este desafio/ apelo.

Sei que muito dos leitores do meu blogue são também excelentes leitores. Que tal aproveitarem também esta oportunidade de demonstrar esses dotes. (especialmente as meninas da “fábrica de histórias”. Gosto mesmo muito do vossos contos.)

R.

 

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O que me dizes?
Por: Ray, em 15.04.09 às 20:34link do post | adicionar aos favoritos

      12 de Abril de 2009

 

      Mais uma Páscoa passada. Mais um fim-de-semana sozinho em casa. Apenas saí para ir trabalhar. Já estou habituado a esta solidão.

      No domingo como já é habitual, passo em frente da telepizza. Normalmente junto à porta de serviço estão os entregadores de pizza. Quando olhei reconheci o gajo que me entregou a pizza no domingo. O tal que que me viu só de boxers e de pau praticamente teso.

      Vi que em surdina disse qualquer coisa aos colegas, e estes em bloco viram-se todos para olhar para mim. Quase de certesa que o gajo me reconheceu também e agora todos naquela casa já sabem o que lhe aconteceu e o que viu.

      Só a mim é que estas coisas acontecem. Para a próxima vai o H. a porta receber a pizza. Pronto!

      R.

 

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O que me dizes?
Por: Ray, em 15.04.09 às 20:33link do post | adicionar aos favoritos

      9 de Abril de 2009

 

      Os dias quando estou com o meu nino pareçe que passam mais depressa, que o dia tem menos horas.

      Os dois dias passados nem dei pelo fim deles. Certo que todos eles dormimos até bem tarde. As noites do bar tem tido muito movimento, mas com a companhia do meu nino lá até parece que o tempo voa.

      Na segunda-feira tinhamos falado em irmos ainda esta semana ao Campera, mas como andamos a preguiçar estes dias, só hoje, no último dia juntos é que realmente lá fomos.

      Acordamos cedo, e para pequeno almoço fizemos panquecas. Descobrimos no Jumbo um preparado ao qual só é necessário acrescentar leite. Fiz uma calda de morangos frescos para acompanhar e estavam mesmo muito boas. Eu pelo menos gostei. Depois do banho a dois, rápidamente estavamos no café e enfiamo-nos no carro com direcção ao Carregado.

      Como sempre nas nossas idas pela A1 tivemos que parar na area de serviço de Aveiras. Apenas pelo gozo de ver quem por ali anda no engate. Acabamos por não ver ninguem, mas acho engraçado. O meu nino está sempre a dizer que não gosta, mas até é ele o primeiro a correr para lá, e no final de mijar-mos e de estarmos prontos para ir embora, se algum gajo bom entra no wc, ele tem que lá voltar só para ver.

      No Campera acabei por não comprar nada. Ando mesmo a precisar de comprar calças de ganga, mas ainda não foi desta. As que gostava eram demasiadamente caras para o meu orçamento, as mais baratas não tinham ponta por onde pegar. Enfim.... o custume. O H. é que não tem problemas desses. Acabou por comprar roupa.

      A caminho de casa, ainda tivemos que parar na area de serviço novamente, e novamente não se viu nada de nada.

      Depois do jantar, cada qual foi para o seu lado. O meu nino tinha que ir para casa, tratar do gado (é assim que chamo ás suas cadelas) porque os pais não iam lá estar e eu fui para o bar.

      Foram uns dias absolutamente fantásticos. Acho que pelo que já vivemos e pelo tempo que já passamos juntos, dá para ver que podemos viver juntos. Somos feitos um para o outro.

      R.

 

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O que me dizes?
Por: Ray, em 13.04.09 às 22:07link do post | adicionar aos favoritos

Se não fosse verdade até tinha graça... assim é só triste!

Mas tinha que por esta foto aqui. Embora seja montagem representa algo infelizmente verdade.

      R.

 

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O que me dizes?
Por: Ray, em 13.04.09 às 20:18link do post | adicionar aos favoritos

       7 de Abril de 2009

 

      Recebi este mail, o qual me parece pertinente colocar on-line.

 

Bom tarde,

 

Chamo-me Elisabete, sou socióloga e é nessa condição que tomei a liberdade de vos contactar.

Tive acesso ao vosso contacto de e-mail através do vosso Blog.

 

Escrevo-vos a propósito de um  projecto de investigação que estou a desenvolver juntamente com uma colega minha, e para o qual precisamos de ajuda.

 

Passo a explicar com mais detalhe o projecto.

 

Este projecto sociológico tenta desconstruir a ideia de que a forma como os indivíduos se relacionam quotidianamente e na esfera doméstica se esgota na diferença de sexo entre membros do casal. Para tal, precisamos de entrevistar membros de casais homossexuais (gays e lésbicas) que coabitem há pelo menos um ano e que residam na Área Metropolitana de Lisboa.

 

As entrevistas serão:

-       realizadas aos membros do casal separadamente,

-       no horário e local que lhes seja mais conveniente,

-       gravadas para efeitos da análise mas, está claro,

-       completamente anónimas (o nome das pessoas nunca será identificado e o conteúdo integral das entrevistas nunca ficará disponível para fora desta equipa).

 

Esta pesquisa científica serve apenas interesses académicos (nunca jornalísticos) na área dos estudos da família e do género.

Gostaríamos que nos pudessem passar contactos de amig@s ou colegas que preencham os requisitos para a entrevista ou que para eles reencaminhassem estes mails.

Em todo o caso, mesmo que não tenham contactos directos, podem reencaminhar este mail para a vossa lista informal de contactos, para que possamos alargar o leque de possíveis contactos?

 

Muito obrigada.

 

 

Cumprimentos,

Elisabete Rodrigues

 

Elisabete Rodrigues

elisabete.rodrigues@iscte.pt

http://www.cies.iscte.pt/investigadores/ficha_completa.jsp?pkid=232&subarea=todos

 

Magda Nico

magdalalanda@gmail.com

http://www.cies.iscte.pt/investigadores/ficha_completa.jsp?pkid=224&subarea=todos

 

-----------------------------------------------------------------------

Elisabete Rodrigues

CIES - ISCTE

Centro de Investigação e Estudos de Sociologia

Edifício ISCTE, Avenida das Forças Armadas

1649-026 Lisboa Portugal

Tel /phone +351217903039

Fax +351217940074

 

 

 

 

 

 

 

O projecto destas senhoras soa-me interessante e importante. Eu e o H. só não participamos porque não reunimos todas as condições para tal. Mas deixo aqui o apelo. Quem reunir os pressupostos apresentados que contacte estas senhoras.

      Este tipo de estudos servirá eventualmente para provar o que para mim já é obvio. Que o quotidiano gay é em tudo semelhante ao quotidiano hetro. Passadas as obvias diferenças, no que realmente importa e é relevante essas diferenças desapareçem e apenas denominadores comuns restam. E se é necessário um estudo académico para isso ser demonstrado, então que seja.

   R.

 

www.cies.iscte.pt

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