O meu nome é Ray,e sou gay. Este será um blog sobre “as coisas vulgares que há na vida”. Na minha vida! É um blog para maiores de 18 anos. Para todos aqueles que tem alguma curiosidade sobre a vida e pensamento gay.
O que me dizes?
Por: Ray, em 04.09.07 às 17:21link do post | adicionar aos favoritos

3 de Setembro de 2007

 

A partida da Lara, fez-me aperceber que não sei lidar com a morte.

 As únicas mortes recentes na minha família foram o meu avô, no dia em que cheguei a portugal, e o enterro aconteceu no dia seguinte; ainda estava atordoado da diferença horária e do cansanço da viajem, e a do meu tio-padrinho, e nem ao funeral fui por estar com uma gripe daquelas que roçam a pneumonia.

Dalguma forma foram-me indeferentes. Não mantinha grande contacto com eles.

Simplesmente não consigo digerir isto da morte, e então se o enterro for segundo os preceitos católicos.... não há maneira de conseguir entender. Aflige-me!

É para sempre? Passamos aqui uns anos e acaba? Há mais que isto?

É nestas altura que eu queria ser menos sético! Fosse no cristianismo, ou na reecarnação, ainda assim, para mim são as que fazem mais sentido. Mas não....

Entao aqui fico, sem ninguem para culpar ou pedir consolo, e sem a certeza que os irei ver de novo, seja numa forma de algo terreno, ou numa vida eterna que virá.....

Porque é que a morte nos afecta assim?

Sabemos que é inevitável. Estamos a morrer desde o dia em que nascemos.

Para cúmulo da ironia, o que nos mantem vivos, é o que nos leva a definar também! Vivemos porque respiramos oxigénio, e ficamos velhos, pelo efeito que tem nas nossas celulas!

A morte existe. Não seria preferível lidar-mos uns com os outros como simplesmente pessoas quase mortas? Fazer cada encontro, e momento contar? Afinal de contas, já que ainda não fomos enterrados, mais vale gozar o momento, que amanha logo se verá!

Não sei nem dar nem aceitar consolo na morte. O humor, a maneira que tenho de lidar com as merdas na vinha vida, por alguma razão só a mim faz sentido nestas alturas.

Serei assim tão insensível? Será a morte um tabu, ou um dogma do qual não se pode falar, muito menos fazer piadas?

Sei que o dia em que terei que lidar com isto se aproxima rapidamente. Nem o meu pai nem o meu avô duraram muito tempo, e eu não sei como me irei comportar ou sentir, e isto assusta-me.

Até lá, choro a morte da Lara, e esqueço o assunto da morte.

R.

 


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