O meu nome é Ray,e sou gay. Este será um blog sobre “as coisas vulgares que há na vida”. Na minha vida! É um blog para maiores de 18 anos. Para todos aqueles que tem alguma curiosidade sobre a vida e pensamento gay.
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Por: Ray, em 11.09.07 às 18:04link do post | adicionar aos favoritos

9 de Setembro de 2007 – A tourada da vida.

 

Ontem foi um dia em que me dirverti bastante.

Embora de ressaca, fui à tourada. Há anos que não ia a uma!

Já me tinha esquecido da emoção, arte, e espectáculo. Dentro e fora da arena, porque se é verdade que tudo revolve à volta dos touros, as pessoas que estavam assitir davam também para me manter entretido.

O que se passa nas bancadas é um assunto que é bom demais para deixar passar em branco.

Fiquei sentado no sector onde esta a banda, e o que ficava mesmo ao lado dos curros dos touros. O cheiro que de vez enquando chegava até mim, lembrava-me que de facto estava no ribatejo. Quando não era o cheiro a bosta de  touros, era o cheiro a suvaco dos homens que estavam a minha frente. Ambos demasiadamente intensos para o meu gosto. Havia no ar também um cheiro a charutos que intensificava o sabor daquela tarde de festa brava, e de doce “fare niente”.

Os casais de velhotes com os seus fatos domingeiros a cheirar a naftalina, so bimbos| barrões com o cheiro a fritos e gorduras, de roupas espanpanantes e fios de ouro a verem-se nas camisas abertas até aos umbigos, as pitas a representar a geração morangos com açucar, todas vestidas de igual, com aa belas das calças de cintura baixa e o  pneu de banha de fora, as tias “touros e fados” que baixaram das suas quintas, com chapeu de marialva e saias de amazona,  encharcadas em perfume, e de braços cheios de ramos de flores para mandar para os cavaleiros, faziam parte da panóplia de gente mais ou menos normal que enchiam as bancadas.

Para alimentar este circo andavam os senhores de bata de cores desgastadas pelo sol, preçarios pendurados ao pescoço (que isto são tempos modernos), a berrar os seus pregões que após bastante esfoço consegui compreender: Batata frita, queijadas de sintra, pipocas, gelados, cerveja, sumos e águas com preços estupidamente inflacionados. Mas um dia não são dias, e a crise económica em dias de festa não conta.

O cartel não era nada de extraordinário, cavaleiros muito novos, ainda em começo de carreira, mas deram para o gasto, se bem que de vez enquando pareciam meninos mimados, a querem mais dar nas vistas que se preocuparem na faena. Esforçavam-se demais para impressionar.

Os cavalos a desafiar o touro, e maneira que quase que dançam ao som do pasodoble, maravilham-me!

Os forcados, para mim os herois da festa! Sempre! Estar frente a um animal de quinhentos e muitos kilo, uma besta que facilmente os pode matar, e ainda assim o desafiar para investir. A confiança que o forcado da cara, coloca nos colegas impressiona-me também. Tem a vida dele na mão dos amigos. Literalmente!

Cheguei a conclusão que o que me atrai na tourada, é por ser acima de tudo um espetáculo de vida ou morte e de confiança. Os homens que estão na arena, inevitávelmente põe-se em perigo de vida. Confiam a sua vida num cavalo que consiga ser mais rapido e intelegente que o touro que os pressegue e investe, ou num grupo de amigos que os tirem dos cornos do touro.

Na vida temos que enfrentar touros, problemas, dúvidas, contratempos e indecisões, e contamos com os nossos cavalos, inteligência e intuição, quando isto falha e somos levados nos cornos do touro, esperamos ter um grupo de amigos para o parar e nos tirar de lá!

R.

 


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