O meu nome é Ray,e sou gay. Este será um blog sobre “as coisas vulgares que há na vida”. Na minha vida! É um blog para maiores de 18 anos. Para todos aqueles que tem alguma curiosidade sobre a vida e pensamento gay.
O que me dizes?
Por: Ray, em 13.10.08 às 21:29link do post | adicionar aos favoritos

            11 de Outubro de 2008

 

            É tão bom acordar juntinho ao meu nino.

            Tinhamos pensando em irmos para lx, mas a ameça de chuva da metereologia, fez-nos repensar as coisas. Sem ter grandes planos traçados, despachamo-nos e fomos almoçar ao shopping aqui do burgo. Como não tinhamos mais nada pensado, resolvemos ir até ao Forum Montijo. Embora ainda seja longe, pelo menos sempre davamos um giro por um sítio diferente.

            Já no caminho, e a meio da ponte Salgueiro Maia, reparamos que o ceu estava todo limpinho e num vipe, decidimos que valia a pena arriscarmos ir para o Bairro alto. Voltamos logo para a cidade, e depois de enfiar meia duzia de coisas numa mala, partimos para lx.

            Já a meio caminho para a capital, liguei para a residencial Anjo Azul para ver se tinham quartos disponíveis. Não tinham nada. Completamente cheio. E a “Globo” também. A senhora que nos atendeu o telefone ainda disse que provavelmente uma outra que também é gayfriend, a “lua” qualquer coisa, teria uma quarto. Decimimos ainda assim, arriscar e continuamos o caminho.

            Depois de quase 40m às voltas no parque das nações à procura de um lugar minimamente seguro para deixar o carro, tivemos mesmo que o deixar num dos parques pagos. Pelo menos, sempre ficava minimamente vigiado.

            Ainda tivemos que fazer uma visita rápida à Zara e a Quebra-mar do “Vasco da Gama” para comprar umas camisas para vestirmos à noite.

Enfiamo-nos no metro e pouco tempo depois estavamos no Chiado. Subimos ao bairro alto e fomos até ao “Anjo Azul”. Embora não tivessem quartos, podia ser que nos ajudasem. E assim foi. A Senhora que estava na recepção indicou-nos umas três residenciais que embora não fossem gay, talvez tivessem quartos livres.

            A primeira que nos indicou estava também já cheia. Já a entrar em desespero começamos a rumar para a zona do rossio, que embora fosse um bocado longe, talvez lá houvesse algum quarto. Ao passar numa das ruas, o meu nino viu no final dessa mesma rua o sinal de uma residencial. Como não tinhamos nada a perder, arriscamos.

            Como tinham vaga, ficamos logo alí na “Residencial do Norte”. Quando subimos para o quarto é que foi pior. O quarto era mesmo muito mau! Pequeno, tecto baixo, e mobila horrivel. Nem tv tinha. O wc era claramente improvisado, e só dava vontade de rir. Mas pelo menos tinhamos um quarto e como era mesmo só para dormir umas horas e tomar banho, também não procuramos mais. Depois do meu nino tomar um banho, vimos no chão uma osga bébé. Fiquei a pensar, se esta era bébé, onde andariam os pais?

            O H. ainda andou a ver se os via algures no quarto, e decimos que o melhor era vir para o quarto mesmo muito bêbados para nem pensarmos mais onde raio estavamos a dormir.

            Depois do meu banho saímos para ir jantar. Ficamos logo num restaurante perto da residencial. A fome já era muita. Nas ruas eram só estrangeiros. Muitos espanhois e nórdicos.

            Fomos tomar café à “Brasileira”. Ainda era cedo para irmos para a night, e ficamos um bom bocado a ver quem passava. Realmente aquilo é mesmo uma zona de encontro para gays. Deu para lavar-mos as vistas em dois gajos mesmo muito giros que lá estavam, e infelizmente também estava lá um velho que não parava de nos fixar. E mesmo durante o resto da noite no bairro alto, andava sempre a ver se nos via e não parava de olhar e sorrir. Tinhamos mesmo que nos virar de costas para ver se ele percebia que não queriamos nada com ele.

            Demos uma voltinha alí pelas ruas do chiado, e fomos finalmente para o bairro alto.

            Começamos a noite no “Portas Largas”.

            Nada demais. Ainda estava tudo muito calmo. Embora já um gajo que estava sentado ao nosso lado, tivesse a galar o meu H.

            Dalí fomos para o “Setimo Ceu”. Ainda estava praticamente vazio. Pouco tempo depois de nos sentarmos, entrou um gajo que não parou de olhar mais para nós. Baixinho, nem por isso feio, com um belo rabo e pernas. Sentou-se ao balcão e até se virava para trás só para olhar para nós. Claro que de vez enquando também olhavamos.

            E assim começou a noite. De bar em bar, de esquina em esquina. A determinada altura havia tanta gente na rua que até fazia aflição. Muitos gays. Alguns muito giros, bastantes bichas, e alguns velhos.

            Engraçado é que o meu nino fartava-se de ser galado ou por velhos ou por bichas. Eu ainda troquei olhares com dois ou três gajos muito giros.

            O gajo que nos mirava no “Setimo ceu” até parece que andava atrás de nós. Para qualquer lado que fossemos, passado pouco tempo lá estava ele. Vimos também muitos dos gajos que haviamos visto no chiado enquanto tomavamos café. Em especial o raio do velho que não parava de olhar para nós.

            Embora da outra vez que lá fomos me tenha divertido mais, também gostei desta noite. Muito mais gente na rua, as vezes até demasiadas. Eram três da manha quando acabamos a noite. Os bares começaram a fechar e as nossas pernas começavam a dar sinais de cansanço. Enquanto falavamos um com o outro, o tal gajo que nos andava a perseguir toda a noite, acabou por se aproximar, e apresentou-se. Chamava-se Manuel, vivia em Londres, e era timorense.

            Perguntou-nos se eramos namorados, e logo que lhe dissemos que sim, o interesse dele diminui. Despedimo-nos dele e fomos para o quarto.

            Adormece-mos pouco depois.

            R.

 

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Por: Ray, em 02.09.08 às 16:25link do post | adicionar aos favoritos

27 de Agosto de 2008

 

Saímos do hotel para comer algo.

Ainda estavamos cheios do enorme almoço, mas sabiamos que tinhamos que comer algo porque depois iriamos ter fome e nada para comer. Decidimos ir à Brasileira, comer umas tostas.

 

 

Mas pelo preço que pagamos mais valia ter ido a um restaurante!

Ficamos sentados na esplanada, e deu para apreciar o que por alí se passeava. E pela quantidade de gays (alguns bem bixas) percebemos que a noite seria em grande. afinal é verdade o que se diz: "Bicha que é bicha toma café na Brasileira"

Pegamos num roteiro gay que trouxemos do hotel, e fizemos-nos ao bairro alto.

 

Primeira paragem “Portas Largas”, bar que já tinha ouvido falar. Chegamos, por mais estranho que possa pareçer não tinha café nem muitos gays sentados por lá. Pedimos uns safari e ficamos a observar e a conversar. Derrepente o meu nino teve uma emergencia e tivemos que sair a correr para o hotel que por sorte fica mesmo ao virar da esquina e fomos para o quarto para o meu menino ir cagar.

Antes de sair-mos fomos de novo á janela, onde ouvimos os franceses a falar e a combinar o jantar. Aguardamos um pouco e quando nos apercebemos que estavam a sair, arrancamos também. Passamos por eles nas escadas e logo alí os gajos mandaram uma serie de piropos.

Como sairam ao mesmo tempo que eles, e porque não paravam de olhar para trás decidimos ver para onde iam. Se gostassemos ficariamos também. Pelo caminho olhavam para nós e riam, e nós faziamos o mesmo. Afinal sentaram-se numa esplanada para jantar, e nós seguimos em frente, depois de ouvir uns assobios e mais uns piropos.

Como não sabiamos para onde ir, e como ainda a noite estava fraca, pegamos de novo no roteiro que tinhamos e fomos visitando mais uns bares. Sempre que decidiamos mudar de bar, passavamos na esplanada do restaurante onde ele estavam a jantar para mais uma troca de olhares, sorrisos, assobios e piropos.

Entretanto e com o passar das horas cada vez se via mais gente na rua. Quando chegamos de novo ao “ Portas Largas” já um grupo grande se concentrava na rua, a beber. Muitos deles gays. Decidimos ficar um pouco por ali. Começamos então a jogar um jogo. Ver quem conseguia mais olhares provocantes. Daqueles olhares de flirt. Logo ali consegui 1! A noite defenitivamente começava a animar-se!

Começamos então uma corrida das tascas. Paravamos em todas as que tivesse  gente gira à porta. Numa destas voltas, reparamos que numa das travessas, havia um travestti, tivemos que ir investigar. Era o “setimo céu” a traveca chamava-se “Betty Brown”, sentamo-nos um pouco lá e nem por isso gostei muito.

Quando saimos, e logo que viramos a esquina, numa zona onde se concentram 4 bares, deparamos com muita, muita gente. Aliás, foi a primeira vez que vi tanto gay por metro quadrado.

E assim foi durante horas. Beber, trocar olhares, fazer flirt, dar mais uma volta até ao portas largas, passar pelo restaurante dos outros, voltar a esta esquina. Muita gente gira, muita gente a dar-se tambem ao flirt, gajos que ao passarem por nós nos comprimentavam, e numa nota negativa, foi nos oferecido venda de droga por 6 vezes.

Já no final de muitas imperias, começou a romaria ao w.c. numa destas idas, um gajos com quem havia trocado olhares durante bastante tempo, seguio-me até à casa de banho. Enquanto eu mijava, ele meteu-se no urinol ao meu lado, sacou da pila (pequenita), mas já tesa. Claro que olhei, e ele olhou para a minha. Sacodi, sorri-lhe e fui lavar as mãos, ele passa por trás e roca-se em mim. Mesmo muito. Ainda bem que estavam a entrar gajas, porque assim ele saiu. Não sei bem até que ponto é que ele estava a pensar ir.

Saí dali e fomos de novo até à esquina fantastica.

Nesse sítio, alem de muitos gays, também se encontravam muitos casais hetros, num convivio que me surpreendeu. Todos, gays e hetros na boa, a conviver e a viver a noite.

Com cada vez mais alcool, e cada vez mais flirt, e o meu nino também, estava mesmo a divertir-me muito.

A determinada altura, sem perceber muito bem como (o alcool já era bastante) meti conversa com 2 gajas que passaram por mim. Era australianas,  e param ali porque havia muitos gajos giros. Quando lhes disse que a maioria eram gay, fartaram-se de rir. O meu H. não foi de modas e perguntou-lhes logo se eram lesbicas. Mas não eram.

Ficamos os 4 à conversa montes de tempo. O meu nino de vez enquando ia ou buscar bebidas ou ao w.c. e conforme me disse mais tarde, numa dessas ida à casa de banho, um gajo estrangeiro que já nos tinha dito “ola” numa das ruas, chegou ao pé dele e deu-lhe dois beijos na boca no meio do bar.

Só soube depois, mas até o numero de telemovel deu ao H.

Ainda ficamos nesta romaria de bar em bar mais um bom bocado, mas já o alcool começava a pesar, e as horas a avançar e tinhamos que acordar não muito tarde para sair antes do meio-dia, e decidimos ir para o quarto. Sei que o meu nino também já estava bem quentinho pois, sem os pudores do custume, deu-me beijos longos e bem quentes no meio da rua em frente a toda a gente.

Quando chegamos ao quarto, o H. ainda mandou umas quantas sms ao outro que lhe deu o numero. O gajo queria que ele fosse ter com ele ao hotel, as 11h, quando o namorado dele fosse sair.

Sei que se eu não existisse na vida do meu nino ele teria ido.

E o resultado do jogo do flirt ficou nos 2 para o H. 4 para mim. Por isso se o H. não fosse meu namorado também não teria ido para a cama sozinho na visita ao bairro alto.

Rapidamente nos metemos na cama, e não houve nada mais. Eu quando estou bêbado, não ganho tesão. Ficaria para amanha.

Mas o balanço é muito bom.

Ambos adoramos! Temos e vamos ter que repetir!

R.

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Por: Ray, em 02.09.08 às 16:25link do post | adicionar aos favoritos

27 de Agosto de 2008

 

Hoje acordamos mais tarde do que estava planeado, mas que se lixe, afinal estavamos de férias, e soube bem dormir.

Tratamos de nós, e saimos para o café, e aí começou a aventura que iria durar dois dias.

A caminho do café o meu nino reparou que tinha sapatos trocados. Ou seja, tinha um sapato de cada. Ambos castanhos, mas de modelos diferentes. Andou os últimos dias assim para todo o lado e só hoje é que reparamos. Aqui fica a foto.

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Tivemos que tomar o café a correr e fez-me ir para a cidade para comprar sapatos.

Com uns sapatos de vela novinhos nos pés, apanhamos um taxi, compramos bilhetes, e em menos de uma hora estavamos a sair na estação de Sta Apólina Lx, um saltinho para o metro, e saida directa no largo do Chiado em frente à Brasileira. E este foi o arranque para mais uma aventura.

No meio da limpeza que dei ao quarto a semana passada, devo ter deitado fora a folha onde estava o mapa e o endereço da pensão. Então andamos as voltas no bairro alto à procura da residencial. Tinha uma noção alargada do sitio onde era, mas não me lembrava de nada em concreto. Nem o H. Ainda assim, encontramos o sitio em menos de meia hora. Correu bem. Encontramos o “Anjo Azul”.

Fizemos o check in, deixamos as malas no quarto, pegamos num dos mapas para turistas que estavam na recepção e fizemos-nos a cidade. Tinhamos que ir comer algo e rápido. Já passava e bem das 15h.

Queria ir ao Hard Rock Café, que fica nos restauradores e o maneira mais rápida de lá chegar era pelo elevador da glória. Coisa que já há muito tempo queria andar. Eu gostei. O meu nino nem por isso. A viagem valeu a pena. Além de uns turistas bem bonitos, ao lado do meu nino estava sentado um homem que tinha um enxumaço que nem parecia normal. Parecia que tinha uma bola de baseball enfiada nas cuecas. Era mesmo enorme. Mas o que era importante é que haviamos chegado e era só atravessar a avenida para o outro lado.

Chegamos, entramos e fomos directos para o 1º piso. Adorei o espaço. E o serviço também. Nem a decoração nem o atendimento ficam a dever nada aos que eu conheço. O de N.Y. e o de Madrid. Simplesmente adorei.

Pedimos nachos (que descobri que o meu nino não gosta) e uns hamburguers que pela descriçao no menu pareciam optimos. Atacamos logo os nachos, deliciosos, que me trouxeram memorias dos meus dias nos estados unidos, e quando chegaram os hamburguers percebemos que tinhamos um problema. Eram grandes demais. Enormes! Não consegui acabar, nem o meu amor.

Enquanto comiamos apercebi-me que neste restaurante eles tem uma tradição americana. Quando alguem faz anos, juntam-se os empregados de mesa daquele piso para juntos cantarem os parabéns na mesa. Logo que a menina que nos estava a atender voltou a mesa disse-lhe que o meu amigo fazia anos. O que não é verdade, mas isso ela não sabia. Acabamos de comer, nem tivemos capacidade para pedir sobremesa, apenas a conta, e no final de pagarmos quando nos dirigiamos para as escadas quando derrepente vem a tipa que nos estava a atender, mais umas empregadas, de vela na mão a cantar os parabens ao H.

Assim que saimos, quase me mijei de tanto rir.

Estavamos mesmo atulhados de comida, e começamos a andar para tentar desmoer. Fomos a pé até ao terreiro do paço, e quando lá chegamos o meu amor lembra-se de irmos atravessar o tejo num cancilheiro. Assim, metemo nos no barco em direcção ao Barreiro, chegamos lá e voltamos para trás. Eu curti. Especialmente a viagem de volta. Havia mais ondas e o barco balançava mais. O H. não gostou. A cara dele fez-me lembrar a cara que fez quando andamos no teleférico no parque da expo. Fartei-me de rir.

Saimos do ferry, demos mais umas volta pela baixa, tomamos café na Brasileira,  e rumamos de novo ao bairro alto para o hotel. Chegamos, e fomos para a janela fumar um cigarrito, e galar o gajo louro que estava no pequenito quintal que o quarto dele tinha. Que corpão! Entretando fomos ao banho e vestir. Antes de sair ainda fomos para a janela fumar mais um cigarrito. Estavam hospedes de três quartos à janela, muito giros todos eles, e falavam françês. Também se fartavam de olhar para nós. Fechamos a janela, demos uns beijos e tavamos prontos para a noitada no bairro alto.

R.

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