O meu nome é Ray,e sou gay. Este será um blog sobre “as coisas vulgares que há na vida”. Na minha vida! É um blog para maiores de 18 anos. Para todos aqueles que tem alguma curiosidade sobre a vida e pensamento gay.
O que me dizes?
Por: Ray, em 21.07.10 às 16:57link do post | adicionar aos favoritos

18 De Julho de 2010

Fim de um fim-de-semana de bebedeira.

Desde quinta-feira que foi um desatino. Todos os dias uma!

Na quinta-feira por brincadeira no final da noite lá no bar, a patroa e eu decidimos ir para a discoteca cá do sítio. Como era a última noite académica, decidimos ir ver e desanuviar as ideias. Eram só putos que por lá estavam... Metemo-nos nas mínis e foi o que foi. Cheguei a casa já muito depois das 5 da manha e já a cambalear.

Na sexta-feira a culpa foi de um grupo que foi lá ao bar. Começaram a beber shots. Mas só bebiam se bebesse também... para não dar parte fraca, lá bebia também. Para o final o meu já era quase só sumo.... tinha que continuar a trabalhar.... mas ainda assim já cheguei alcoolicamente bem disposto a casa.

No sábado, o que começou por ser uma noite muito calma, acabou comigo a quase desesperar por um pouco de paz e tempo para fumar um cigarro.

Como o calor era muito atrás do balcão ia bebendo umas mínis.... e mais umas.... e ainda mais umas.... e como a maior parte estavam a ser pagas por clientes, muitos dos quais fazem parte do tal grupo que secretamente sabem  que sou gay, deixei-me ir na onda. Para acabar a noite em grande, mais uma vez eu a patroa fomos para a discoteca. Desta vez uma a que não costumamos ir, por passar maioritariamente musica latina.... foi mais uma vez o descalabro....

Felizmente em nenhum dos dias fiquei com ressaca. E sempre deu para esquecer um pouco a tristeza que trago comigo desde que o o H. acabou.

Mascarada mas não esquecida essa dor!

R.

 


O que me dizes?
Por: Ray, em 14.07.10 às 16:41link do post | adicionar aos favoritos

13 de Julho de 2010

 

No domingo vim de novo quase todo o caminho do bar para casa a chorar. Não consegui evitar. Foi mais forte que eu. E tudo por causa de algo que descobri.

Da mesma forma que eu também já o fiz, o H. também já criou um perfil no gaydar...

Claro que tem todo o direito de o fazer. Assim como eu o fiz. Mas ainda assim me doeu. Imagino que da mesma forma lhe tenha custado a ele descobrir o meu perfil. Foi assim que vi que ele já estava lá. Ele visitou-me por assim dizer. Embora ele não tenha foto de cara, reconheceria aquele corpo em qualquer sítio. E se duvidas houvesse o fio que ele tinha foi comprado comigo.

A primeira reacção que tive foi a de susto, de culpa e vergonha. Por ter sido “apanhado”. Quase como se tivesse sido apanhado a trai-lo. O que não faz sentido. Afinal já não temos uma relação. Mas foi isso que senti. Depois instalou-se o desespero e o ciúme. Foi assim que me senti a noite toda. Acabando comigo a chorar desde o bar até que por fim adormeci.

 

“On my own” Les Miserables.

 

 

 

 

R.


O que me dizes?
Por: Ray, em 05.01.09 às 19:14link do post | adicionar aos favoritos

3 de Janeiro de 2009

 

Como o tempo estava de chuva o meu nino não teve que abrir o tasco dele.

Logo depois de almoçar veio ter comigo. Nem sequer quis vir ter comigo ao apartamento, disse-me para me despachar e que nos encontrariamos no café do custume.

Depois de chegar e tomar café, seguimos para o Forum Montijo. Ando a precisar de comprar uma roupinha, e queria aproveitar os saldos. Queria ir ver se encontrava algo de jeito na Zara e assim, e ainda aproveitava-mos para ver se havia uma aliança igual a que o H. perdeu.

Pelo caminho, ainda tentei dar-lhe um beijo, que seria o primeiro do dia, mas ele não quis aceitar e fugiu com a cara.

Quando chegamos ao Montijo apanhamos montes de transito. Parece que toda a margem sul resolveu ir aquele espaço. Ainda assim tivemos sorte, estava um carro a sair e conseguimos um lugar mesmo a porta.

Logo que entramos, fomos ao wc, e regalamos os olhos numa grande pila de um gajo que estava ao nosso lado nos urinois.

Quando finalmente chegamos a ourivesaria, e começamos a ver as alianças, tivemos azar. As que havia do mesmo modelo eram todas ou muito grandes, ou muito pequenas. Tivemos que optar por outro modelo. E assim hoje temos alianças novas. Estas sao mais finas que a outra, e na minha opinião muito mais “aliança classica” mas gosto mesmo muito. Resta saber quanto tempo o H. a irá usar antes de a perder.

Já com a nova anilha no dedo, e com os pés a caminho das lojas de trapos, reparamos que por ali andavam 2 ou 3 casas gays também.

E aqui começou a minha frustração. Não encontrei nada que gostasse.

Na Zara era tudo feio, na Springfield a roupa só me fazia lembrar os morangos com açucar, na H&M ou era tudo muito “beto” ou nada tinha a ver com o meu estilo.

O H. bem que tentou, dar-me dicas, revolvia as preteleiras todas à procura, mas tudo o que me mostrava eu não gostava. Sei que o deixei um pouco frustrado, mas não mais do que eu estava. Até me doia a cabeça com a revolta que sentia por não ser capaz de encontrar algo que gostasse para comprar.

Acabei por trazer apenas um polo da Quebramar. Não por ter gostado assim tanto dele, mas apenas para não deixar o meu nino tão triste.

Jantamos por lá rápidamente e voltamos para casa. Tinha que ir trabalhar dali a uma hora e pouco e decidimos vir pela auto-estrada.

Já na ponte Vasco da Gama, tentei dar-lhe de novo um beijo, e obtive a mesma reacção. Não o quis. Também não insisti mais.

Quando passamos na area de serviço de Aveiras, tivemos que parar. Quando fomos mijar, vimos de novo uma pila enorme. O gajo ficou a uma boa distancia do urinol, abriu as calças todas, e sacou do bacamarte para fora na boa, e ali ficou distraido. Acho que nem reparou as vezes que eu e o H. olhamos para aquele monumento.

Quando já estavamos a entrar para o carro, o meu nino teve uma dor de barriga e teve que correr para a sanita. Coitadinho.

Enquanto estava ele a cagar, fiquei a pensar nos acontecimentos do dia. A frustração de não ter conseguido comprar roupa nenhuma, e a tristeza de sentir que o meu nino me anda a evitar, encheu o meu coração de tristeza.

Já a caminho de casa, no escuro da A1 ainda chorei sem o meu nino notar.

Apesar de pelo caminho ter-mos falado nisso, ele diz que não, que é da minha cabeça. Mas sei que não é. Algo se passa e eu não sei o que é!

Quando estacionou para me deixar sair, então sim e em jeito de despedida demos o primeiro e único beijo do dia.

Não acho normal. E é completamente diferente do que era à uns meses. Todo o dia juntos, e nem um carinho, e apenas um beijo. A caminho do bar, pelas ruas desertas chorei de novo.

Fiquei de tal maneira triste que até o J. reparou e me perguntou que tinha, que até a musica que estava a passar era triste e surombática! A custo lá mudei de tom, e tentei animar-me, mas de facto não passava de uma mascara que coloquei.

Algo se passa, algo mudou e não entendo.

R.

 


O que me dizes?
Por: Ray, em 19.11.08 às 16:40link do post | adicionar aos favoritos

        Resposta para todas as dúvidas e perguntas que o meu H. anda a ter.

        Poderia escrever um autentico tratado, em vez disso escolho colocar aqui uma canção que diz o que sinto de forma cabal.

        Aqui cantada por Jennifer Hudson, uma cantora que adoro.

        H. ouve e lê com atenção!

R.

 

 

Jennifer Hudson - And I Am Telling You (Clive Grammy Party)

 

(Lyrics by TOM EYEN/Music by HENRY KRIEGER)
From the Musical "Dreamgirls"

And I am telling you
I'm not going.
You're the best man I'll ever know.
There's no way I can ever go,
No, no, no, no way,
No, no, no, no way I'm livin' without you.
I'm not livin' without you.
I don't want to be free.
I'm stayin',
I'm stayin',
And you, and you, you're gonna love me.
Ooh, you're gonna love me.

And I am telling you
I'm not going,
Even though the rough times are showing.
There's just no way,
There's no way.
We're part of the same place.
We're part of the same time.
We both share the same blood.
We both have the same mind.
And time and time we have so much to share,
No, no, no,
No, no, no,
I'm not wakin' up tomorrow mornin'
And findin' that there's nobody there.
Darling, there's no way,
No, no, no, no way I'm livin' without you.
I'm not livin' without you.
You see, there's just no way,
There's no way.

Tear down the mountains,
Yell, scream and shout.
You can say what you want,
I'm not walkin' out.
Stop all the rivers,
Push, strike, and kill.
I'm not gonna leave you,
There's no way I will.

And I am telling you
I'm not going.
You're the best man I'll ever know.
There's no way I can ever, ever go,
No, no, no, no way,
No, no, no, no way I'm livin' without you.
Oh, I'm not livin' without you,
I'm not livin' without you.
I don't wanna be free.
I'm stayin',
I'm stayin',
And you, and you,
You're gonna love me.
Oh, hey, you're gonna love me,
Yes, ah, ooh, ooh, love me,
Ooh, ooh, ooh, love me,
Love me,
Love me,
Love me,
Love me.
You're gonna love me.


O que me dizes?
Por: Ray, em 18.06.08 às 23:50link do post | adicionar aos favoritos

18 de Junho de 2008

 

Dia de merda.

Aliás 24h de merda.

O H. ontem lembrou-se de fazer uma pergunta daquelas!

Sei que não teve intenção de me magoar.

Mas o que é certo é que o fez!

Sinto-me magoado, frustrado, triste, confuso e outros tantos sentimentos e adjectivos nada bons ou positivos.

Foda-se! A pergunta até é de sumenos importancia, agora tudo o que lhe é adjacente e os sentimentos e linha de pensamento que a trouxe a baila é que me fodem e me deixam neste estado!

Quando chegou a casa ontem o H. disse-me que ia descansar. OK. achei bem. Merecia! Mas para aí meia hora depois de me dizer isto, começa a mandar sms e logo percebi que algo se passava. Algo estava errado! Sempre que lhe perguntava o que se passava me dizia que nada. E eu a saber que algo não estava certo.

Passou o resto do tempo em que tava em casa com o mesmo tipo de linguagem nas sms. Curtas e grossas. Deixei andar mas já me tava a passar.

Pouco tempo depois de ele chegar a esplanada e antes de eu sair para ir comprar algo para o jantar, fui ver o meu perfil no HI5, e vi que ele tinha estado no perfil dele e  nada me comentou. Nem é por ele lá ter ido. O perfil é dele, pode lá ir quando bem entender, o que me deixou mal, foi o facto de que enquanto trocamos sms com ele em casa, ele sempre que lhe perguntava, ou estava a ver tv, ou tinha ido ao wc ou tava a cortar as unhas ou a jantar.  Nunca me disse que estava na net. Até podiamos ter teclado um pouco no msn, mas enfim.

Perguntei-lhe directamente e ele lá admitiu que sim, mas foi lá só um minuto.

Tudo bem, pelo menos pensei eu.

Ainda trocamos sms mais um pouco, e ele sempre no corte de conversa.

Até que, pouco depois de eu ter chegado a casa para jantar, me sai com a pergunta que parafraseo agora: se considerava o L. amigo para o ter no HI5.

Apenas lhe perguntei porque. Pelo que consegui entender ele não acha normal, ainda ter o contacto dele. Nem no telemovel, nem no msn e muito menos no HI5.

Percebi, ou melhor confirmei o que já sei há muito tempo, o H. é imcapaz de confiar em mim.

Não foi a pergunta que me fodeu, foi tudo o resto.

Há quanto tempo andava ele com isto na cabeça?

Ele até já sabia que o L estava no meu Hi5. Até já lhe tinha dito e explicado como é que tinha acontecido.

Ele sabe que eu o amo, mas ainda não consegue aceitar tudo o que isso representa.

Sou-lhe fiel. Já fiz essas escolha há mais de oito meses! E o facto de ele ainda não ter compreendido isso está a tirar-me do sério.

Perdi a fome. Perdi o sono, e ganhei uma dor de cabeca que perdura até hoje.

A merda do croissant misto ainda está aqui. Deitei-o fora quase agora.

Sinto-me frustrado.

Frustrado por ser incapaz de transmitir à pessoa que mais amo, esse mesmo amor.

Frustrado por não lhe conseguir transmitir fidelidade. Mas como é que isso se faz????????????????

Tenho andado triste. Começo a pensar que todo o esforço que fiz para não ceder a tentação, todo o que em mim mudei, todos os habitos antigos de foder e andar que consegui acabar, tenham sido em vão. Que na cabeça do H. eu continuo o mesmo ser promiscuo e degradante que outrora fui.Mas que com a força e amor do H. já não sou!

Começo a ver que sou incapaz de o fazer feliz.

Incapaz de lhe dar o que ele merece.

Foda-se! Sou um merdas.

R.

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