O meu nome é Ray,e sou gay. Este será um blog sobre “as coisas vulgares que há na vida”. Na minha vida! É um blog para maiores de 18 anos. Para todos aqueles que tem alguma curiosidade sobre a vida e pensamento gay.
O que me dizes?
Por: Ray, em 21.07.10 às 16:59link do post | adicionar aos favoritos

20 De Julho de 2010

 

Ontem senti de novo toda a dor, solidão e desamparo em que estou desde que o meu namoro acabou.

Estava de folga e decidi ir dar uma volta a cidade para arejar. Aproveitei e cortei o cabelo. E depois foi o pior do dia.

Saldos. Por todo o lado saldos.... e eu sem o H. para ir-mos ás compras.

Preciso mesmo de comprar alguma roupa. Calças, t-shirts e pólos. Nada de mais é certo. Mas era com o H. que contava para me ajudar sempre. Como sou daltónico e o meu gosto é muito discutível era e foi sempre o H. que me ajudava a escolher. Adorava ir com ele. Mesmo que nada comprasse para mim, ver e sentir a alegria e a energia dele quando andávamos de loja em loja, de compra em compra era para mim um mundo.

Já nem falo tanto em sair daqui onde só há meia dúzia de lojas que valham a pena e ir a lx ou outro qualquer sítio, isso como não tenho carro está completamente fora de questão. Mas o que me entristeceu foi mesmo a falta da ajuda dele.

Nunca saberei se ele tem a consciência da falta que me faz, mesmo nas coisas mais banais da minha vida. De tudo o que ele era para mim. De tudo o que fez por mim.

Uma das muitas coisas que ele fez foi isso mesmo. Ensinou-me a vestir-me melhor. A sentir-me bem comigo mesmo e com a roupa que visto. Pode parecer vaidade e futilidade, mas a verdade é que isso aumentou e muito a minha auto-estima.

Amo-o muito ainda. E acho que para sempre. Com o tempo vou aceitando que nunca mais será meu.

Mas hoje senti-me sozinho. Demasiadamente só!

R.


O que me dizes?
Por: Ray, em 14.07.10 às 16:41link do post | adicionar aos favoritos

13 de Julho de 2010

 

No domingo vim de novo quase todo o caminho do bar para casa a chorar. Não consegui evitar. Foi mais forte que eu. E tudo por causa de algo que descobri.

Da mesma forma que eu também já o fiz, o H. também já criou um perfil no gaydar...

Claro que tem todo o direito de o fazer. Assim como eu o fiz. Mas ainda assim me doeu. Imagino que da mesma forma lhe tenha custado a ele descobrir o meu perfil. Foi assim que vi que ele já estava lá. Ele visitou-me por assim dizer. Embora ele não tenha foto de cara, reconheceria aquele corpo em qualquer sítio. E se duvidas houvesse o fio que ele tinha foi comprado comigo.

A primeira reacção que tive foi a de susto, de culpa e vergonha. Por ter sido “apanhado”. Quase como se tivesse sido apanhado a trai-lo. O que não faz sentido. Afinal já não temos uma relação. Mas foi isso que senti. Depois instalou-se o desespero e o ciúme. Foi assim que me senti a noite toda. Acabando comigo a chorar desde o bar até que por fim adormeci.

 

“On my own” Les Miserables.

 

 

 

 

R.


O que me dizes?
Por: Ray, em 01.07.10 às 16:13link do post | adicionar aos favoritos

1 de Julho de 2010


Fez ontem uma semana que oficialmente o H. acabou a relação.

Antes disso e durante quase 15 dias as coisas já não estavam nada bem. Não nos vimos, mal trocávamos sms, e até as poucas que eram enviadas eram num tom seco e sem qualquer tipo de assunto.

Não sei bem que estava a espera, mas numa semana nada mudou. Continuo dorido, sem sentido de direcção, sozinho e sem esperança.

Durmo mal, como mal, sempre com vontade de chorar, sem querer estar com companhia e nada me estimula. Nada!

Na minha cabeça entendo o que ele me disse, as razões para não continuar com esta relação. Os sentimentos dele em relação a mim mudaram. Já não me ama. Não sou mais que um amigo para ele.

Em mim nada mudou. Continuo a AMA-LO com todo o meu coração.

Talvez tudo isto fosse mais fácil se também sentisse o mesmo que ele. Não é o caso.

Fez ontem uma semana que perdi o meu amor. Um amor que sei que era o tal. O grande amor da minha vida.

Perdi o namorado, o amigo, o confidente, o conselheiro, o parceiro de viagens e aventuras.... o futuro. Tudo de uma só vez!

Sei bem que nunca o vou esquecer. Espero pelo tempo que o possa pelo menos ultrapassar e tentar novamente ser feliz.

Sei que a vida continua, mas esta que tinha com o H., que era a única que tinha já não existe. Como se começa uma nova vida????

R.

 


O que me dizes?
Por: Ray, em 02.03.09 às 16:16link do post | adicionar aos favoritos

2 de Março de 2009

 

Como o tempo voa. Ainda à pouco estavamos no Natal, e já entramos em Março. Nem dei pelo tempo passar.

Como últimamente o meu dia-a-dia tem sido um “ctrl+c” “ctrl+v” continuo, o tempo e os dias passam por mim, e eu já lhes fico indiferente. O que ainda me tirar desta rotina implacável são mesmo as visitas do meu H.

Este fim-de-semana, o tempo parecia que ia ficar ruim, e como tal poderiamos estar juntos, pus na cabeça que ia passear no sábado e no domingo com o meu homem. Bem me lixei. Como à hora de abrir o tasco dele estava sol, lá foi ele, e eu fiquei sem o ver. Depois começou a chover, mas aí já era tarde demais para o que tinha pensado fazer com ele. Fiquei um pouco frustrado. Ando a precisar de desanuviar e apanhar ares diferentes, e como não deu foi tipo um balde de água fria no meu contentamento. Mas rápido passou quando o meu nino me entrou pelo bar a dentro no sábado à noite.

Embora eu tivesse a bulir, fico contente por ve-lo ali, perto de mim, e a divertir-se com as babes aqui do bar de volta do uno.

Depois de tudo arrumado, limpo e os clientes fora dali, foi tempo para o ritual das bifanas e de mais umas partidas de uno.

Chegamos a casa já passava das 5 da matina. Logo que nos enfiamos na cama, as coisas aqueceram. Estavamos os dois mesmo a precisar de carinhos e de mostrar de forma física o amor que temos e sentimos. Acabou numa boa demostração líquida em tons de branco!

Como o tempo não estava certo o meu nino tinha que acordar pelas 11h para saber se ia ou não bulir. Infelizmente teve que ir. Apenas para se repetir o que tinha acontecido no dia anterior. Chegou lá, e passado pouco tempo começou a chover. Nem descansou, nem ganhou dinheiro, e pior que isso, não passamos quase tempo nenhum juntos. Tinha mesmo gostado e precisado era de que ele tivesse ficado comigo no quentinho da cama. Dormir, acordar e ficar na ronha com ele.

Melhores dias virão, e para quem ama temos todo o tempo do mundo!

Mas tenho mesmo saudades dos programas que fazia com o meu homem nos dias de chuva!

R.

 


O que me dizes?
Por: Ray, em 12.02.09 às 18:26link do post | adicionar aos favoritos

12 de Fevereiro de 2009

 

Acabei de chegar a casa vindo de uma ronda ás lojas!

Fartei-me de andar, entrar e sair de lojas, tentar perceber de que cor são as camisas, ainda tenho comichão no nariz de tanto cheirar perfumes, e com tudo isto não consegui encontrar uma prenda para ofereçer ao meu nino no dia dos namorados.

Estou mesmo muito frustrado. Que merda!

Assim, resolvi cortar o mal pela raiz! Este ano não há prendas de S.Valentim para ninguem. Eu não lhe consigo dar nada, e por isso também não vou receber nada dele. Sei que o meu H. já escolheu algo, mais ainda não comprou. Assim é muito mais facil! Prontos!

Mas estou frustrado com isto tudo!

R.

 


O que me dizes?
Por: Ray, em 16.09.08 às 12:49link do post | adicionar aos favoritos

14 de Setembro de 2008

 

Ontem acabei por não sair.

O H. teve trabalho até tarde. E por mais que soubesse que mais que certo era não sairmos, deixei-me levar na ideia e quando finalmente o H. chegou a casa caiu toda a fantasia que estava a fazer e fiquei um pouco em baixo.

Não se trata de desilusão. Nem sei bem o que lhe chamar. Mas fiquei triste. Não com o H. pobrezito que trabalha que se farta e que sei que por vezes não descansa o que devia só para vir ter comigo, mas triste com a minha vida.

A custo consegui adormeçer e como tal hoje acordei um pouco mais tarde do que é custume. Lá me arrastei para fora da cama e fui tomar um café para ver se arrebitava.

Rapidamente voltei para casa porque sinceramente não estava com grande espirito para estar fora de casa a ouvir as familias e casais que estava no café. Sentia-me sozinho demais para estar junto de pessoas. Por vezes sinto-me assim. Com uma solidão tão grande que a companhia mesmo que seja de estranhos me incomoda!

Enfiei-me de novo na cama a ver tv.

Quase no final da tarde, e quando estava sentado na sanita de porta aberta, ouvi a porta da casa a abrir. Era a senhoria que estava a trazer alguem para mostrar os quartos.

Só tive tempo de fechar a porta do wc antes que eles me vissem.

Logo que me apercebi que tinham entrado num dos quartos, aproveitei e sai dali para o meu canto. Por sorte até tinha uns boxers e uma t-shirt vestida hoje. Normalmente ando completamente nú aqui por casa.

Quando abri a porta do wc dei de caras com uma miuda que ainda estava a entrar para o quarto. Mas acho que foi a única que me viu!

Quando sairam fui para a janela ver quem eram, e ouvi parte da conversa. Eram 3 gajas mais os respectivos pais. Devem ser amigas e querem ficar juntas, e para mal dos meus pecados pareceu-me que gostaram da casa. Estou para ver.

O facto de parecer que vou perder muito da privacidade que tenho agora a juntar com o meu estado de espírito anterior deixou-me num mesmo triste e para baixo e nem a dose dupla de Simpsons que passou hoje na rtp 2 me alegram um pouco.

Desnecessário dizer que este meu estado de espirito transpareceu através das sms e telefonemas para o meu nino que se apercebeu e pensa que a culpa de alguma forma é dele. Mas não é. Acho que é dos acontecimentos. Afinal há dias assim.

R.

 

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O que me dizes?
Por: Ray, em 03.09.08 às 17:04link do post | adicionar aos favoritos

29 de Agosto de 2008

 

Cada vez sabe melhor acordar ao lado do meu nino. Acordar, olhar para o lado e vê-lo logo ali. Só esticar a mão e poder-lhe logo dar-lhe miminhos. Quero este amor para sempre.

No final da rotina matinal, preparar-mos as coisas para seguir para Coimbra, saimos tomamos o pequeno almoço e fomos para a praia para aproveitar o dia.

Quando chegamos, o tempo não estava muito católico. Meio encoberto e um ventinho a dar para o frio. Mas mesmo assim fizemos aquele caminho todo até a duna onde custumamos ficar. Nada de jeito à vista, e ficamos em paz uns bons 40 minutos, até que o gajo que da última vez que lá estivemos assediou o meu H. nos viu e resolveu vir meter conversa comnosco. Não queria acreditar.

O gajo é de tal maneira seca que 5 minutos depois de ele ter chegado, me levantei e fui para alguns metros dalí. O pior é que o H. ficou a dar-lhe conversa, e o gajo não havia maneira de basar. Ali ficou ao lado das nossas toalhas, sentado nu na areia a falar, mesmo quando já há muito não lhe ligavamos nenhuma.

Felizmente começou a ficar frio e depois de olhar-mos um para o outro lhe dissemos que íamos embora. A resposta dele foi : ”não querem brincar um pouco antes?” mesmo quando lhe dissemos que não, ele insiste a dizer que podia nos fazer uma mamada rápida. Agarramos as coisas e basamos o mais rapidamente possível.

Quando saimos do campo de visão dele, abancamos de novo, mas estava mesmo frio, e depois de ver o maior par de colhões que haviamos visto, num velho que passou à nossa frente, viemos embora para o carro, e fizemo-nos ao caminho para Coimbra.

A viagem não foi a melhor. O H. enganou-se numa saida da A8 e tivemo que dar uma volta enorme, nem sei bem por onde, sei que as páginas tantas estavamos na A14 a 16 km a norte da saida da A1 de Coimbra. Ainda por cima andava a acelerar feito tolo só para me picar. Não gostei nada.

Ainda por cima, desde que passamos a area de serviço da Nazaré na A8 não encontramos mais nenhuma na centena de km que fizemos em 3 auto-estradas diferentes e estava a rasquinha para mijar.

Logo que estacionámos foi a correr para o w.c. Logo depois tiramos as malas do carro, e decidimos ficar no Ibis. Check-in, banho rápido e fomos jantar.

Eramos suposto jantar com o B. o ex do meu nino, mas por questões profissionais ele não pode vir, combinou encontrar-se comnosco logo após a janta.

Fomos a um restaurante nas docas, num restaurante que parecia ter muito bom aspecto, e com uma vista incrível do rio Guadiana. Quando entramos vimos o chefe de sala. Era um PÃO daqueles! Estava lá tudo para termos um jantar optimo e romantico. Mas na verdade foi o pior destas férias. Não gostei mesmo nada. Nem da comida, nem do serviço, nem a sobremesa escapou. Tudo muito mau! Valeu apenas estar com o meu nino.

Acabou o jantar, e o B. ainda não havia chegado, e resolvemos ir dar uma volta e passar na ponte pedonal que está mesmo ali ao lado. Tem uma vista linda, e quando chegamos a meio, vimos que havia uma peça de teatro a decorrer e que não podiamos passar. Fiquei para lá de fodido, e descarreguei em cima da gaja que se havia levantado para nos dar o programa. Mas sinceramente é uma estupidez. Podiam pelo menos terem colocado um aviso no inicio da ponte a dizer que não se podia passar.

O meu nino ainda me tentou acalmar, mas a frustração do gordo na praia, do caminho mais longo do que deviam, ter andado a velocidades que não gosto, e da merda do jantar, estava a ferver por dentro e só me apetecia ir para o hotel.

Entretanto o H. viu à distancia o B. e fomos ao seu encontro.

Após os comprimentos da praxe, lá decidimos ir a pé visitar alguns bares.

Confenso que só me começei a divertir no final da segunda imperial, no segundo bar que visitamos. Não me lembro do nome, sei que fica perto da praça da republica e a entrada é a mesma de uma tabacaria. O bar é num primeiro andar, e até tá giro. Era um apartamento de habitação, que adaptaram a bar.

Ficamos lá um bom bocado à conversa. Alguns gajos giros, alguns gays, mas já era altura de mudar de ares. Ainda passamos por mais um bar, antes de acabar a noite num bar das docas, onde havia musica latina ao vivo. Segundo o B. os bares mais giros e estavam fechados para férias, então tivemos que nos contentar com o que havia.

Ainda me diverti bastante, ora a cantar, ora a ver o pessoal a tentar dançar salsa e cumbia. Havia lá um gajo mesmo ao nosso lado que era uma comedia. Nunca tinha visto alguem tão desengoçado e sem noção alguma de ritmo a tentar dançar.

Altura das despedidas, e hotel.

Acabei a noite a fazer mais um belo cunete ao meu nino até o fazer vir.

Estou a ver que cada vez mais gosta disso.

R.

 

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O que me dizes?
Por: Ray, em 03.08.08 às 21:55link do post | adicionar aos favoritos

Ando de tal maneira frustrado e cançando de tudo que já não consigo esconder mais, nem disfarçar muito bem e o meu nino já percebeu. Tambem não era preciso muito. Ele conheçe-me muito bem, e nota logo pelas sms. Curtas, directas e secas. Mas que posso eu fazer. Não tenho espirito, moral nem paciência para muito mais.

Admito. Não estou animado, sinto-me frustrado, vazio e na merda. Sem planos nem energia para os fazer.

Nem os simpsons, dos quais sou para lá de fã, me animaram hoje.

Acho que nada me anima, nem hoje nem tão depressa.

O H. ainda instiu para que eu saisse. Mas para que? Não seria muito boa companhia para ninguem, isto se encontrasse alguem conhecido, e o mais certo é que não acontecesse e ficasse sozinho, e para isso estou bem em casa.

O unico sítio onde enventualmente encontraria alguem seria num bar onde eu e o H. custumamos ir, e para onde o pessoal que custumava ir lá ao bar onde trabalhava agora tem ido, mas está fora de questão lá ir. Não há rede lá dentro. E ficar sem mandar sms durante muito tempo faría o meu nino flipar e dar-lhe-ia um ataque de panico (e talvez mesmo um ataque cardíaco).

 

R.


 


 

 

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