O meu nome é Ray,e sou gay. Este será um blog sobre “as coisas vulgares que há na vida”. Na minha vida! É um blog para maiores de 18 anos. Para todos aqueles que tem alguma curiosidade sobre a vida e pensamento gay.
O que me dizes?
Por: Ray, em 06.05.09 às 19:40link do post | adicionar aos favoritos

           3 de Maio de 2009

 

            Depois de uma noite de sábado na da fácil de aguentar, não tanto pelo movimento no bar, mas sim pela falta de presença do H. a noite acabou com uma revelação para mim.

            Para não variar muito quando o meu nino não está comigo e está na night com os amigos demora eternindades a responder as minhas sms, e o que me deixa mesmo desostinado é nem sequer prestar muita atenção à pouca conversa que tento manter com ele nas sms.

            Para finalizar esta noite recebi uma sms dele que me deixou de boca aberta. O meu nino quer ter uma “vida quando não está comigo.” Concluo que a demora em responder as sms, e o facto de evitar responder ao que lhe pergunto estão ligados a este facto.

            Finalmente disse o que lhe ia na alma. Assim já consigo lidar com isto. Faço algumas alterações eu e tudo volta a entrar nos eixos. Quando não está comigo enviar-lhe-ei menos sms, não entrarei em stress por ele demorar a responder, e muito menos lhe farei perguntas do genero: - que fazes? Ou: -com que te distrais?

            Se isto vai evitar andar-mos a sempre picados e chateados quando não estamos juntos, então que seja.

            R.

 

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O que me dizes?
Por: Ray, em 30.03.09 às 20:21link do post | adicionar aos favoritos

     30 de Março de 2009

 

      Ontem o H. passou a tarde comigo. Pouca conversa aconteceu!

      Chegou, tomamos café, vimos tv, jantamos e eu fui trabalhar e o H. para casa. Sinto-me mal, a precisar de falar sobre o que aconteceu, mas não consegui começar conversa. E como é habito, se não for eu, o H. também não o faz!

      Se já não me sentia bem antes, o facto de o H. nem sequer tentar explicar ou contar o que aconteceu deixou-me ainda pior. Fez-me sentir como se o que eu sinto ou penso sobre o sábado à noite não importar para ele.

      Talvez o tempo me ajude a entender e a lidar com isto.

      Talvez daqui a um tempo veja que estou a fazer uma tempestade num copo de àgua, mas até lá....

      R.

 

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O que me dizes?
Por: Ray, em 30.03.09 às 20:05link do post | adicionar aos favoritos

29 de Março de 2009

 

      Não sei como adjectivar o que sinto. Apenas sei que não é bem.

      Como estava a trabalhar este fim-de-semana, e o dinheiro anda escasso, o meu nino e eu decidimos que seria melhor ele não vir cá no sábado, e apenas vir no domingo. Achei muito bem!

      O almoço de sábado foi patrocinado pelo bar. Como a feira correu bem, os patrões decidiram pagar o almoço a todos os que tiveram envolvidos. Foi giro. Almoço no que para mim é o melhor restaurante da cidade. Comi mesmo muito bem. E a bem da verdade também bebi bem! Depois da comezaina, e como também não tinha nada para fazer decidi aceitar o convite da S. e da F. Para umas partidas de Uno.

      Decidimos ir para o bar, e achei engracado que a caminho ambar perguntam pelo H. e se ele vem cá, e que tem andado a fazer!

      A minha tarde passou-se a assim. Na jogatana e a trocar sms com o meu homem.

      O que me custou e me deixou mal foi mesmo a noite! Embora o meu nino me tenha dito que estava mal de dinheiro acabou por sair à noite com os amigos. Até aí nada de mal. Tomar um café e um copo também não leva ninguem à pobreza.

      Pouco antes de sair de casa, diz-me que uma antiga curte dele lhe mandou uma sms a perguntar onde fica o bar gay aqui da cidade, porque queriam vir cá e queriam que o H. e eu(?) também fossemos com ele.

      Não sei bem como correu a conversa depois, apenas sei que ele e o H. marcaram encontrarem-se para depois o meu nino explicar o caminha para cá. Pelas sms apercebi-me que o H. estava deserto para continuar na night e até para vir com o gajo e os amigos dele para a disco gay. Nem queria acreditar, mas era uma opção dele, e nada faria para o impedir.

      Lá chegou a hora de eles se encontrarem. Aparentemente vinha a tal antiga curte, o namorado, e umas amigas. Foram todos mais o meu H. para um bar numa cidade perto de onde vive o meu nino.

      Como a hora já ia avançada, acho que decidiram não vir para este bar aqui, mas sim para um outro em T.N. Bar esse que o meu nino não gosta e por isso não ir lá. Acho que ficou desiludido por isso.

      As coisas no meu bar apertaram. Já não tinha tanto tempo para mandar sms, mas custava-me saber que o meu H. estava na noite com uma antiga curte dele e sem mim.

      Como tudo tem um fim, a noite do meu H. acabou. Lá foi ele para casa, e eu já nas limpezas do bar.

      Acabei a noite mesmo triste. Não só ele saiu com uma ex-curte dele, como ainda considerou ir para uma disco gay com eles e sem mim!

      Mas o que me deixa mesmo mal, é o facto de que o H. enquanto não me fez cortar relações com todas as minhas antigas curtes, pessoal que tinha como amigo e até gostava de manter contacto, não descansou! Mas no entanto ele não só mantem contacto com antigas curtes dele, como até sai à noite com eles.

      Não sei o que pensar ou sentir!

   R.

 


O que me dizes?
Por: Ray, em 26.01.09 às 18:01link do post | adicionar aos favoritos

26 de Janeiro de 2009

 

Depois da tempestade vem sempre a bonança!

Muito stress, ralações e tristesa, eu e o meu nino tivemos um fds fantástico.

Embora tivesse sido optimo ele ter vindo no sábado à tarde, como o tempo não estava muito mau teve que abrir o estaminé e só veio no final da tarde.

Chegou mesmo em cima da hora para irmos jantar, mas mesmo assim, demos uns beijos daqueles. Se calhar até lhe posso chamar um beijo de reconciliação. Amo-o muito, e a depois de todas as discuções que tivemos aqueles beijos foram o fechar de um capitulo e o ínicio de outro.

Depois do jantar foi-me deixar ao bar, e veio estacionar o carro. Enquanto estava lá sozinho dei comigo a pensar que estar chateado com ele é simplesmente estúpido e sem sentido, mas ao mesmo tempo um sinal de amor, por mais estranho que possa pareçer.

Logo depois, e ainda com o bar vazio, chegou o meu H. Pensava que o bar ainda ia ficar sem clientes durante algum tempo mais, mas estava enganado. Começou logo a encher e a ganhar movimento. De tal forma que tive que chamar a S. para vir mais cedo para me ajudar. Com ela vieram também a outra S. e a F. Assim o meu nino já tinha companhia e conversa. Como já se conheciam, meteram-se logo à conversa, com os portateis à frente e como inicio de conversa.

Não deu para tar muito tempo à conversa com ele. Foi sempre a bulir, mesmo muita gente, muitos putos, mas sempre que podia metia-me com ele. Estava mesmo muito feliz por vê-lo ali. E melhor ainda via-se que se estava a divertir e estava entretido.

Como o trabalho era muito, rápidamente chegaram as 2 da manha, e num ápice conseguimos fechar o bar e limpar tudo. Entretando eles foram compras as bifanas para o ritual dos sábados à noite. Bifanas e Uno (ou como dizem agoras a babes: Aquele jogo onde não deixamos o R. ganhar!).

Depois de enfardar veio tempo de jogar. Adoro o jogo, e apesar de todas as tentativas e conspirações que se faziam, consegui ainda assim ganhar um! Foi divertido e ao mesmo tempo uma tortura.

O meu nino vai perdendo a vergonha e a timidez, e vai dando uma graça de quem verdadeiramente é! E todas já o tratam como um velho amigo. A tortura que foi estar com o meu nino sentado ali, ao meu lado sem nada lhe poder fazer. De vez enquando dáva-lhe um toque nas pernas com os meus pés. E a maneira que ele estava sentado notava-se o enxumaço gigante que tem. Dáva-me uma vontade de apalpa-lo que até me dava comichões de nada poder fazer!

Já passava das 6 da matina quando chegamos a casa. E os corpos já pediam um pelo outro. A roupa voou dos nossos corpos e entregamo-nos a lúxuria! Grande mamada que o meu nino me fez! E um belo cunete que lhe dei. Resultado, soltamos leite que nem uns loucos!!!

Pouco dormimos nesta noite, mas o meu nino acordou cheio de pica e energia. E como não conseguia voltar a adormeçer começou-me a torturar. Ora puxava-me os pelos, ora beslicava-me. Não me deixava dormir... até que cedi e ficamos na brincadeira na cama. Ainda bem que sei os pontos fracos dele. Cossegas e os mamilos sensiveis!!! Nunca falha!!!!

Banho, o almoço no nosso chinês e um passeio na cidade. Não deu para muito mais, mas adorei a tarde. Adorei estar com ele.

Foi um optimo fim-de-semana.

Amo-o muito.

R.

 

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O que me dizes?
Por: Ray, em 23.01.09 às 12:37link do post | adicionar aos favoritos

            23 de Janeiro de 2009

 

            O vazio continua.

            Esperava que acabasse. Mas não.

            Quando nem ele sabe explicar, como é que poderei eu entender?

            Fui muito duro ouvir o que não esperava ouvir! Mas também é assim que se aprende. Daqui para a frente as coisas vão mudar. Algumas profundamente!

Não consigo mudar mais do que já mudei. É o que sou, e o que tenho. Mais nada!

 

 

 

 

 

 

 

 

Vazio.

 

 

 

 

 

 

 

Talvez um dia volte a cair no mesmo. Mas tão depressa não!

R.

 

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O que me dizes?
Por: Ray, em 20.01.09 às 16:02link do post | adicionar aos favoritos

            20 de Janeiro de 2009

 

            Defenitivamente há coisas que não entendo.

            O H. passou-se comigo apenas porque lhe fiz algumas perguntas sobre coisas que não entendi.

            Depois de sair do trabalho, ele foi levar a filha de uma amiga a um sítio. Enquanto la estava as poucas sms que mandou, não as entendi. Logo depois foi com a mãe ás compras. Como tal não houve muita comunicação entre nós! E quanto mais eu tentava perguntar e mais sms mandava pior ele ficava!

            Apenas porque lhe perguntava o que não tinha percebido, mais passado ele ficava. Não entendi porque se esquivava ás perguntas. Porque fazia de tudo para não responder, e só o fazia após insistencia minha.

            Quando lhe começei a perguntar o que não entendia era apenas isso. Sem segundas intenções ou desconfianças. Mas após tudo isto, confesso que fiquei de pé atrás. Mas enfim... se calhar estou a conplicar, mas o facto de custar tanto a obter umas respostas a perguntas tão simples está a dar-me que pensar!

            R.

 

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O que me dizes?
Por: Ray, em 20.01.09 às 04:57link do post | adicionar aos favoritos

             19 de Janeiro de 2009

 

            Mais um fim-de-semana que acabou.

            Este foi tipo montanha russa. O sábado uma bosta e um domingo fantástico.

            No sábado o H. resolveu fazer uma coisa que para mim só tem um nome: Birra!

            No final de sair da esplanada dele, disse-me que ia tomar banho por-se todo pipi para vir tomar um copo aqui no bar. Tentei-lhe fazer ver que não valia a pena. Iria fazer montes de km, gastar dinheiro em gasoleo e portagens, para beber um café e uma cola, e passado pouco tempo voltar para casa. Conhecendo-o como conheço, sabia bem que ia ficar lá num canto e nem falavamos como dever ser, nem ele se divertia nada.

Foi o pior que fiz! Amuou. Desde que lhe disse aquilo, nem sem bem que objectivo poderei dar as sms e conversas que tivemos. Dizia que havia algo no bar que eu não queria que ele soubesse, que nunca queria que ele viesse cá, que não o queria ver....etc. E por mais que lhe disse-se que não, e que lhe disse-se para ir beber um copo por perto dele, dizia que não. Que já não tinha vontade de nada, que ia ficar em casa. Felizmente mudou de ideias e sempre foi beber um descafeinado e encontrou uma amiga e sempre se acalmou e distraiu um pouco.

            Ainda bem que não veio. A noite foi muito trabalhosa, não teria tempo nenhum para ele, e nenhuma das pessoas que ele conhece da passagem de ano lá apareceu!

            No domingo como estava a chover, não foi trabalhar, e veio ter comigo. Por coincidencia a dona da casa onde se fez a passagem de ano convidou-nos para ir lá lanchar para acabar-mos com alguma da comida que tinha sobrado na passagem de ano e estava congelada.

            Claro que queriamos ir. Fiquei mesmo muito contente porque ela também queria que o H. fosse. Foi mesmo ela a insistir para eu o convidar.

            Como seria só no final da tarde, tivemos tempo para dar uma voltinha e namorar-mos um pouco.

            Depois de alguns desencontros, acabamos à porta do prédio dela, à espera que ela também chegasse. E aconteçeu algo que não estava nada à espera.

            Enquanto conversava-mos na rua, aproximei-me dele já nem sei bem porque e ele espeta-me um beijo na boca. Ok. Era de noite e provavelmente ninguem viu. Mas gostei mesmo muito deste beijo. Assim do nada, no meio da rua, ele deu-me um beijão!

            Depois de enfardar-mos alguns kilos de camarão, muito pão, tostas, paté e queijos, foi altura de jogar uno. Adoro este jogo. E em especial a maneira que o jogamos. Já temos as nossas próprias regras.

            Como tudo o que é bom depressa acaba, era altura de ir para o bar bulir. Mesmo que o J. me tenha dito que ele iria abrir o bar e que poderia estar mais tempo com o pessoal, não é bom exagerar, certo!

            Adorei este dia. Ter estado com o meu nino foi fantástico. Senti-me mesmo muito, muito bem e feliz!.

            R.

 


O que me dizes?
Por: Ray, em 17.01.09 às 17:17link do post | adicionar aos favoritos

             17 de Janeiro de 2009

 

            Ontem o meu nino não veio cá.

            Andamos um pouco mal de finanças, e temos que poupar. Ainda gasta bastante para vir ter comigo, e depois de falarmos decidimos que era melhor não vir.

            Sinto-me a sua falta. E ontem à noite sentia-me mesmo muito carente. Mas enfim.

            Custou-me a adormeçer, so sonhei merda, e acordei azambuado. Nem 6 horas dormi. Acordei a tempo de ver os simpsons na fox. Pelo menos sempre me distraí um pouco.

            Daqui a pouco vou bulir de novo. Não me apetece nada. Ainda por cima o meu nino vai para a night, festejar o aniversário de um amigo, e já sei que as sms dele vão ser escassas. Já devia estar habituado. Mas não estou.

            R.

 


O que me dizes?
Por: Ray, em 12.01.09 às 18:19link do post | adicionar aos favoritos

            12 de Janeiro de 2009

 

            Ontem cheguei a casa para lá de gelado.

            A S. não foi ao bar ontem, estive sozinho a trabalhar toda a noite, e depois vim a pé e ao frio.

            Ainda bem que comprei o cachecol, nem sei como sobrevi sem ele antes. Cheguei a casa tão gelado que até me deu dó a mim próprio. No caminho o frio que tinha era tanto que os meus mamilos ficaram de tal modo duros que pensei que o meu piercing ía saltar.

            Cheguei a casa, vesti o pijama em frente ao aquecedor, enfiei-me debaixo dos edredons, com a botija electrica nos pés, e demorei meia-hora a tentar baixar os meus tintins do estomago, sítio onde se refugiaram por causa do vento gelado.

            Mais um fim-de-semana que passou. Teria sido pacifico não fosse o meu nino se ter passado comigo por nadas.

            No sábado quando saiu com os amigos, confesso que me senti um pouco triste por não estar com ele, acho que é normal, e a noite até se passou bem, até ter saido do bar. Sem entender bem porque, começou a desconversar nas sms, e a ser um pouco brusco nas respostas que me enviava. Fiquei sem entender. Durante o tempo que estava a trabalhar, tivemos sempre a mandar sms, as minhas um pouco mais curtas afinal estava a bulir, mas tentei sempre incentiva-lo a divertir-se e até a ir cantar no karaoke que o bar onde estava tinha, e até a ir para a disco quando saissem dalí.

            Ontem, interpretou mal a minha primeira sms, e foi um descalabro apartir daí. Por mais que tentasse a conversa não melhorava. As sms dele cada vez mais bruscas. E para piorar as coisas, fiquei sem bateria no minuto que estava a sair para o bar, e como tinha o carregador lá nada podia fazer. Para agravar mais as coisas, quando fui comprar o meu jantar no pingo doce, estava pargas de pessoas para pagar e demorei mais tempo que custumo. Foi o fim da picada. Começou a desconfiar, e a fazer filmes. Já nem sabia mais o que lhe dizer. Acabou por ir para a cama chateado comigo.

            As vezes não o entendo mesmo.

            Mas com o tempo espero vir a compreender melhor. Afinal amar alguem é um processo, não uma meta, um final.

            Amar é andar para a frente mesmo quando não se entende tudo na pessoa que se ama. Não vou perder o que tenho, só por não entender algumas coisas. Não vou perder este amor por nadas.

            R.


O que me dizes?
Por: Ray, em 05.01.09 às 19:14link do post | adicionar aos favoritos

3 de Janeiro de 2009

 

Como o tempo estava de chuva o meu nino não teve que abrir o tasco dele.

Logo depois de almoçar veio ter comigo. Nem sequer quis vir ter comigo ao apartamento, disse-me para me despachar e que nos encontrariamos no café do custume.

Depois de chegar e tomar café, seguimos para o Forum Montijo. Ando a precisar de comprar uma roupinha, e queria aproveitar os saldos. Queria ir ver se encontrava algo de jeito na Zara e assim, e ainda aproveitava-mos para ver se havia uma aliança igual a que o H. perdeu.

Pelo caminho, ainda tentei dar-lhe um beijo, que seria o primeiro do dia, mas ele não quis aceitar e fugiu com a cara.

Quando chegamos ao Montijo apanhamos montes de transito. Parece que toda a margem sul resolveu ir aquele espaço. Ainda assim tivemos sorte, estava um carro a sair e conseguimos um lugar mesmo a porta.

Logo que entramos, fomos ao wc, e regalamos os olhos numa grande pila de um gajo que estava ao nosso lado nos urinois.

Quando finalmente chegamos a ourivesaria, e começamos a ver as alianças, tivemos azar. As que havia do mesmo modelo eram todas ou muito grandes, ou muito pequenas. Tivemos que optar por outro modelo. E assim hoje temos alianças novas. Estas sao mais finas que a outra, e na minha opinião muito mais “aliança classica” mas gosto mesmo muito. Resta saber quanto tempo o H. a irá usar antes de a perder.

Já com a nova anilha no dedo, e com os pés a caminho das lojas de trapos, reparamos que por ali andavam 2 ou 3 casas gays também.

E aqui começou a minha frustração. Não encontrei nada que gostasse.

Na Zara era tudo feio, na Springfield a roupa só me fazia lembrar os morangos com açucar, na H&M ou era tudo muito “beto” ou nada tinha a ver com o meu estilo.

O H. bem que tentou, dar-me dicas, revolvia as preteleiras todas à procura, mas tudo o que me mostrava eu não gostava. Sei que o deixei um pouco frustrado, mas não mais do que eu estava. Até me doia a cabeça com a revolta que sentia por não ser capaz de encontrar algo que gostasse para comprar.

Acabei por trazer apenas um polo da Quebramar. Não por ter gostado assim tanto dele, mas apenas para não deixar o meu nino tão triste.

Jantamos por lá rápidamente e voltamos para casa. Tinha que ir trabalhar dali a uma hora e pouco e decidimos vir pela auto-estrada.

Já na ponte Vasco da Gama, tentei dar-lhe de novo um beijo, e obtive a mesma reacção. Não o quis. Também não insisti mais.

Quando passamos na area de serviço de Aveiras, tivemos que parar. Quando fomos mijar, vimos de novo uma pila enorme. O gajo ficou a uma boa distancia do urinol, abriu as calças todas, e sacou do bacamarte para fora na boa, e ali ficou distraido. Acho que nem reparou as vezes que eu e o H. olhamos para aquele monumento.

Quando já estavamos a entrar para o carro, o meu nino teve uma dor de barriga e teve que correr para a sanita. Coitadinho.

Enquanto estava ele a cagar, fiquei a pensar nos acontecimentos do dia. A frustração de não ter conseguido comprar roupa nenhuma, e a tristeza de sentir que o meu nino me anda a evitar, encheu o meu coração de tristeza.

Já a caminho de casa, no escuro da A1 ainda chorei sem o meu nino notar.

Apesar de pelo caminho ter-mos falado nisso, ele diz que não, que é da minha cabeça. Mas sei que não é. Algo se passa e eu não sei o que é!

Quando estacionou para me deixar sair, então sim e em jeito de despedida demos o primeiro e único beijo do dia.

Não acho normal. E é completamente diferente do que era à uns meses. Todo o dia juntos, e nem um carinho, e apenas um beijo. A caminho do bar, pelas ruas desertas chorei de novo.

Fiquei de tal maneira triste que até o J. reparou e me perguntou que tinha, que até a musica que estava a passar era triste e surombática! A custo lá mudei de tom, e tentei animar-me, mas de facto não passava de uma mascara que coloquei.

Algo se passa, algo mudou e não entendo.

R.

 


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