18 De Outubro de 2007
Tarde de amor interminável, e ao mesmo tempo curta demais!
Estive com o meu H.. Veio ter comigo a ao final da tarde. Chegamos ao quarto e logo surgiu o beijo. Cada vez mais intenso, cada vez mais necessário. Ambos vibrámos. Estava mesmo, mesmo a precisar de o beijar, de estar com ele!
Roupa a sair dos nossos corpos e a voar pelos ares, e imediatamente aninhados na minha cama. Lábio no lábio, corpo sobre corpo, alma com alma!
Uma coisa que me agradou e surpreendeu, não fomos logo directos ao sexo.
Ali na minha cama, entre beijos, corpos despidos e almas expostas, ficamos a conversar; ali enrolados um no outro, a conhecermos um ao outro! Momentos sem fim, de conversa, entendimento, misturados com beijos, apalpões, lambidelas e chupadelas, ora eu a falar, ora ele a fazer-me sorrir e rir, a boca dele no pau, e o pau dele na boca.
Sentimentos, pensamentos, fluidos e prazer, partilharam a cama com ele e comigo!
A grande surpresa, foi enquanto lhe passava uma camisinha para a mão, deixo escapar entre beijos, “ AMO-TE!”, fiquei calado, receoso, a olhar nos seus olhos castanhos. Aquelas palavras escaparam-me, foram sentidas, não pensadas. Fazia todo o sentido dize-las. Neste caso o meu coração falou mais alto e por mim!
Naquela eternidade que um segundo demora a passar, sentia os nossos corações e paus a palpitar. “EU AMO-TE TAMBEM!” Foi o que ouvi da boca deliciosa do meu homem.
Senti-me triste quando ele logo a seguir me disse que já tinha afirmado por mim o seu amor, mas eu não o tinha percebido. As palavras também lhe haviam saído do coração sem a mente as ter controlado. E eu não as escutei!
O beijo que se seguiu foi imenso! Foi de uma tal intensidade, que acho que a terra e o tempo param! Queria que o tempo tivesse voltado atrás, queria não ter perdido aquele momento, em que me disse aquelas palavras!
Fizemos amor.
Pela primeira vez eu e o H. fizemos amor!
R.
