O meu nome é Ray,e sou gay. Este será um blog sobre “as coisas vulgares que há na vida”. Na minha vida! É um blog para maiores de 18 anos. Para todos aqueles que tem alguma curiosidade sobre a vida e pensamento gay.
O que me dizes?
Por: Ray, em 18.09.07 às 17:15link do post | adicionar aos favoritos

17 De Setembro de 2007 – “Todos diferentes, todos iguais”

 

Mais uns quantos sacos de tretas para o lixo. Estes nem custaram muito. Eram essencialmente coisas de mamãe, que havia trazido do antigo apartamento, como não eram bem parte da minha memória, foi na boa. Apenas as trouxe porque sempre me lembro de as ver lá por casa, e achei que iam ficar bem na minha casa.

Quantas coisas, acções e atitudes trazemos conosco apenas porque ficam bem na vida de outros?

Não me refiro bem a regras de etiqueta, nem dos protocolos de viver em sociedade, mas a maneria de pensar, agir, comer, dançar, onde o fazer, vestir.....

Os exemplos são imensos.

Por vezes ando na rua e reparo como grupos de pitas ou rapazes estão vestidos de igual, e até se movem e agem de forma semelhente. E logo a seguir fico com uma sensação de deja vu, quando passa por mim outro grupo em tudo semelhante!

Que é feito da individualidade e da personalidade?

É certo que todos temos a necessidade de pertencer ou nos sentir parte de um grupo de amigos, onde podemos encontrar apoio, comprenção e companhia, mas daí a sermos clones acho que vai uma grande diferença.

Não troco a diferença que encontro no meu grupo de amigos por nada. Todos com personalidade própria bem vincada, e algumas vezes de opinões contrárias as minhas, mas sempre com a abertura suficiente quanto mais não seja para concordarmos que discordamos e arracarmos com outro tema de conversa.

Esta geração “morangos com açúcar” faz-me confusão.

Vestidos da mesma maneira que as personagens da tv, com uma linguangem muito pobre, quase nem se sabem expressar, e dominados por uma única personalidade, a do líder do grupo. Todos iguais, quais ovelhas sem vontades, falam, vestem, dançam, ouvem a mesma musica, bebem e comem, gostam ou desgostam daquilo que o líder impõe, ou vem na novela, com medo de serem tratados como tresmanhados e expulsos daquela sociedade de regras tirânicas. Ou és igual ou ponho-te fora!

Pelas conversas que tenho com alguns, e pelo que os professores amigos que tenho me dizem, não sabem interpretar um texto, nem se expressar. Como é que esta gente vai assumir o meu futuro?

Quando andava no secundário, saiu uma campanha publicitária, cujo slogan era:

“Todos diferentes, todos iguais”

Se bem que era uma campanha contra o racismo e homofobia, sempre o encarei também como um modo de vida. Ainda guardo o pin que me deram na altura.

 A diferença tem de ser encarada como igualdade de direitos, nunca me importei em me dar com pessoas diferentes de mim, e assumia a minha diferença. Atitude reforçada pela minha estadia em NY.

Acho que se esta campanha fosse lançada pela geração “morangos”. Seria algo género: “todos indeferentes, todos iguais”!

R.


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Por: Ray, em 18.09.07 às 17:13link do post | adicionar aos favoritos

16 De Setembro de 2007

 

Cheguei agora do bar e tou de rastos, foi sempre a bombar e o M. só chegou já passava da 1. Fartei-me de dar ao chinelo!

Mas trouxe para casa o cd do festival da canção. Há muito tempo que andava desertinho para lhe pôr as mãos em cima! Ando numa de revivalismo. Afinal a boa musica é intemporal. Tou a deliciar-me com o Tordo, Simone, Paião, Paulo, Dulce, e companhia.

Amanha tenho que acordar cedo para começar a embalar as minhas merdas, e ainda não falei com o meu irmão.

Sou sempre o mesmo, deixo tudo para a última hora.

R.


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Por: Ray, em 18.09.07 às 17:12link do post | adicionar aos favoritos

15 De Setembro de 2007 – As tralhas da vida.

 

Para virar a minha vida de pernas para o ar, andei a fazer uma limpeza geral a tudo o que foi armários, gavetas, e recantos do apartamento.

Por vezes doeu-me o coração em mandar determinadas coisas para o lixo, mas tinha que ser. Em menos de 24 horas enchi 4 sacos de lixo dos grandes com tralhas que fazem parte da minha vivência, e de algum modo faziam parte do meu ser. Mas não podia levar tantas coisas comigo. De certeza que vou sentir faltas de muitos destes cacaréus, papeis e afins.

Acho que por ter tido a coragem nessessária para me livrar destas recordações, cresci. Ao deixar partes do meu passado para trás estou pronto para encarar um novo futuro.

Até que ponto me consigo desprender do passado?

Algumas coisas não hesitei em deitar fora, com uma ou outra até me perguntei porque raio guardei aquilo. Deveriam ter feito sentido apenas na altura em que as coloquei na gaveta, outras que já tinha a algum tempo, na esperança de virem a ser precisas, nunca o foram e por isso se tornaram dispensáveis.

Houve alturas durante este processo que não consegui evitar de me emocionar. Umas vezes a rir, outras quase a chorar. É impressionante quanto um objecto inanimado nos consegue tocar. Fiz umas quantas viagens ao passado. Acabei por ir recuparar algumas ao saco do lixo. Não estou ainda pronto para me desligar de tudo.

A mermobília faz parte da minha maneira de ser, e há coisas das quais não abro mão! Serão elas que contaram a minha história, quero partilha-las com alguém especial quando e se alguma vez chegar, ou servirão de recordo quando eu não estiver mais cá.

O mais provável e que daqui a um ano já tenho mais uns quantos sacos de coisas não essenciais para o meu dia-a-dia, mas imprescindíveis para contar a história de quem sou. Até que o dia virá em que de novo me vou confrontar com mais um virar de página e de novo a limpeza ao meu passado!

Como canta a Marisa num dos mais belos fados que tem:

“ As coisas vulgares que há na vida, não deixam saudades,

Só a lembranças que doem ou fazem sorrir”

A dificuldade para mim é distinguir entre as coisas vulgares, e as lembranças que tenho que manter. E foi este processo de separação que me fez crescer e aperceber um pouco mais quem sou e o que faço, e do que tenho para mostrar daquilo que já fiz com a minha vida.

R.

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Por: Ray, em 18.09.07 às 17:10link do post | adicionar aos favoritos

14 De Setembro de 2007

 

Cheguei agora a casa de uma noitada. Tive no bar do costume a beber uns canecos com o pessoal da mesa presidencial, e antes de o bar fechar, sai e fui dar uma volta aos lugares de engate aqui do sítio.

Hoje até nem me importava nada de ter encontrado uma quequa fácil.Teve quase para acontecer, mas não tive coragem para responder a um rapazito que por lá parou, me pediu lume e perguntou o que fazia eu aquela hora ali, que andava ao engatar e se ele queria curtir, em vez disso balbuciei algo sobre insónias.

Vim cansado e com eles ainda completamente cheios. Nada nem ninguém. Vai ser à mão, e agora.

R.

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Por: Ray, em 18.09.07 às 17:07link do post | adicionar aos favoritos

13 De Setembro de 2007

 

Finalmente me encontrei com o C. engate saído do gaydar. Embora inicialmente fosse para ser uma toirada a três, o namorado não estava. Foi uma grande foda. No final suava por todo o lado. Verdadeiramente uma tarde de sexo desenfreado.

Andava mesmo a precisar de uma tarde destas.

Antes da cena principal, ficamos à conversa um bom bocado, e até temos bastantes pontos de vista em comum! No global foi bom!

R.

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