O meu nome é Ray,e sou gay. Este será um blog sobre “as coisas vulgares que há na vida”. Na minha vida! É um blog para maiores de 18 anos. Para todos aqueles que tem alguma curiosidade sobre a vida e pensamento gay.
O que me dizes?
Por: Ray, em 21.09.07 às 17:38link do post | adicionar aos favoritos

21 De Setembro de 2007

 

Já está! Ontem já dormi em casa do meu mano.

Hoje tou todo dorido, nunca fui atropelado por um camião mas duvido que seja muito diferente. Doem-me partes do corpo que nem sabia que tinha!

Ainda não arrumei quase nada, estou sentado no chão com o pc num equilíbrio que desafia a gravidade, mas tinha que escrever. Ontem já na cama não me sentia bem só de pensar que não dado nenhuma entrada de um dia que foi marcante por vários motivos.

Um dos eventos que me marcou, foi a visita do L. Na noite anterior tinha-lhe desabafado que me ia mudar e que ate precisa de ajuda. Ele tinha que vir até a cidade, e não é que veio mais cedo para me dar uma mãozinha? O que eu tinha pensado era aproveitar esta mão-de-obra extra para me ajudar a transportar a tv e o pc. Mas só a tv é veio enquanto ele cá esteve.

Logo que chegamos a casa, ainda estava a fechar a porta e já os meus lábios com os dele se encontravam. Quando paramos este primeiro beijo de namoro, ainda falamos um pouco, não me recordo bem de que, a minha mente e olhos estavam apenas fixados naquele rapaz, que me ama, e eu começo também a amar.

Saltei para o colo dele, e logo nos beijamos. De ali para o colchão, foi apenas o tempo de a roupa saltar do nosso corpo. Depois de tanto beijo, amasses, esfreganços e lambidelas perguntei-lhe se o podia penetrar: - com cuidado e devagarinho - foi a resposta.

Por norma não gosto de tirar os 3 a ninguém! Não tenho pachorra para o “Põe, Põe, tira, tira, e volta a pôr enquanto eu me decido se dói ou não”, mas neste caso foi diferente. Completamente diferente! Era com alguém que me amava, e eu a ele.

Não era que eu precisasse, mas o L. deu-me uma prova de amor ao consentir que o possuísse. Fui o mais cuidadoso possível. Lambuzei-o de lubrificante, e fui penetrando o mais devagar que conseguia, parando a cada suspiro e ai que ele sussurrava. Não queria em absoluto magoa-lo nem traumatiza-lo com aquela primeira vez. Tirei-o sempre que ele pedia, voltando a insistir na penetração alguns momentos depois, até que ao fim de umas quantas vezes lho enfiei todo, e lá começamos nós naquele vai vem que tanto prazer dá!

Claro que não aguentou muito tempo, aliás até fiquei surpreso com o tempo que resistiu com o meu pau entalado, mas não fiquei de modo algum frustrado, pelo contrário, fiquei feliz pelo amor que me deu. Acabamos a sessão, comigo a presentea-lo com a minha boca, e a receber dele uma recompensa avultada!

No final de uma sessão destas, transportar caixotes era a última coisa que me aptecia, mas tinha que ser. Lá fomos os dois com a tv nos braços, e no final de um belo beijo de despedida quase como no cinema, ele foi fazer o que o trazia a cidade!

Eu continuei na lufa-lufa do transporte dos caixotes e afins. Ora para casa do meu irmão ora para o lixo.

Uma outra coisa me fez feliz. Aproveitei a espécie de feira de saúde e bem-estar, e com um contacto breve com uma instituição de apoio social que estava ali a montar o stand, doei a minha colecção dos “cinco”, “sete” e afins. Ia-me quebrar o coração ter que os deitar fora. Espero que faça algum tão feliz como eu fui ao lê-los. Aproveitei ainda para dar uns cobertores que tinha a mais.

O lixo de um Homem, é o tesouro de outro!

Ficou para hoje o transporte dos móveis que ainda ficaram em casa.

Ainda não sei como me vou arranjar e organizar as minhas coisas aqui em casa, mas fui muito bem recebido.

Próximos passos, encontrar mais um emprego e arranjar pelo menos um quarto para recuperar a minha privacidade e rotinas, e deixar o meu irmão e cunhada gozar o casamento deles!

Uma coisa é certa, mudei-me de casa e começou bem: Assumir um novo amor!

Estou apaixonado.

Amo-te L.!

R.

 


O que me dizes?
Por: Ray, em 21.09.07 às 17:35link do post | adicionar aos favoritos

19 De Setembro de 2007

 

A cidade está com um tom de luz fantástico. O sol, as (poucas) nuvens, o céu e as cores das paredes estão conjugados na perfeição.

Não é fácil de descrever, mas iluminou-me e encheu-me a alma, depois do negrume que ontem a envolveu.

Nesta altura de arrumações e triagem de memórias, tive que deitar cartas foras. Foi duro, deitar recordações de amigos para o lixo. Cada papel daqueles envolveu, por quem as escreveu, amor, carinho e saudade por mim, e só as deitei fora mesmo por pura necessidade, mas sinto-me mal por não ser conseguir de alguma forma honrar os sentimentos de quem me quer bem, e teve tempo para me escrever. Há algo de extraordinário numa carta, algo que ultrapassa o simples papel, são sentimentos vividos e emoções reais!

 Lá se foram missivas de conteúdo diverso, que provavam que se comunicava e se convivia antes dos sms existirem, e da altura que o e-mail ainda era uma daquelas coisas que se liam nas revistas das tecnologias por vir, e os blogues nem no horizonte da minha imaginação se avistavam.

Hoje tenho o round 2 nesta luta de sentimentos, vou ter que me desfazer de pelo menos de dois terços da papel|memórias que arrasto comigo desde os primeiros dias que vivi em NY. Sei que é papelada que só a mim me dizem algo, mais significam e relembram-me de situações e sítios em que tive e o que lá fiz! São os papéis de 2 anos de alegria, tristezas, conhecimento, crescimento, descobrimento, angustias, saudades e liberdade. Memórias que espero não perderem sentido nem significado na minha tola cabeça. Por outro lado, fazem também parte daquela altura da minha vida, em que me tentei enganar e convencer-me a mim próprio que não era gay. Foi usando uma “máscara” que estas memórias foram compostas.

Só não me sinto pior porque afinal de contas também não vou ter prole a quem tenha que deixar legado histórico!

Outra coisa que me entristece muito, são os livros que tive que deixar para trás. Entre eles a colecção (completa) dos “sete”. Foi com eles que ganhei o gosto pela leitura, e vivi as primeiras aventuras imaginadas juntamente com aquele grupo fantástico. Ainda pensei em doa-los para a biblioteca, mas alguns deles estão demasiado degradados.

Sinto-me a deixar para trás a minha meninice. Mas assim são estes dias de mudanças.

Ainda não sei de este desprendimento forçado das coisas que formaram a minha personalidade, do deitar fora grande parte do meu passado, saber que daqui em diante só na minha memória é continuaram a existir, se me vai deitar ainda mais a baixo. A morte da Lara, agora isto, só me desanima. Talvez esteja na altura de aprender a desprender-me das coisas materiais! Mas tinha que ser logo com as coisas mais difíceis de largar? Coisas que estão intimamente ligadas à minha memória e ao meu próprio ser.

Como é que é possível numa altura de tanta tecnologia, e de formatos digitais dos quais sou adepto incondicional, eu me comova tanto com papéis?

Simples papéis, mas estampados e encharcados de memórias de sítios, pessoas, de choro e de riso, emoções puras e duras. Pessoas e situações que dificilmente vou voltar a ver e sentir.

Nisto de viver do passado e da saudade sou português ate ao âmago. Embora espere pelo que o futuro me traz, o passado está sempre aqui ao meu lado. Não o consigo largar tão facilmente como gostava!

R.

 

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