O meu nome é Ray,e sou gay. Este será um blog sobre “as coisas vulgares que há na vida”. Na minha vida! É um blog para maiores de 18 anos. Para todos aqueles que tem alguma curiosidade sobre a vida e pensamento gay.
O que me dizes?
Por: Ray, em 15.11.07 às 17:09link do post | adicionar aos favoritos

14 De Novembro de 2007

 

Ontem teve aqui o meu amor. Cada vez é melhor estar com ele.

Já não aguentava mais manter-lhe o segredo de manter este blog. Como ele  há mais de um mês é o tema principal dos meus posts, resolvi partilha-lo com ele.

Primeiro apenas um texto, e quando vi que havia gostado do que leu, disse-lhe do que se tratava na realidade, que não era um diário privado, mas sim algo que estou a partilhar com quem queira ler, e abri no pc o ficheiro com todos os post que já editei, e deixei-o ler. O resultado surpreendeu-me.

O meu amor ficou com uma lágrima no canto do olho.

Nunca antes tive um homem a chorar por mim. Tocou-me profundamente.

Perguntei-lhe se tinha algum problema em que eu continuasse a escrever, e se ele tivesse dito que sim, eu parava. Pelo menos nestes moldes. Criaria um outro blog, de teor diferente. Mas mais uma vez, surpreendeu-me. Não quer que pare. Não tem problemas em que eu partilhe a nossa vida no cyber-espaço.

A confiança e o amor ontem aumentaram muito.

AMO-TE MUITO H.

R.

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Por: Ray, em 15.11.07 às 17:08link do post | adicionar aos favoritos

12 De Novembro de 2007

 

 

Este dia foi de preguiça e recuperação do fim-de-semana. Porra! Andava mesmo cansado e com sono. Ontem a noite no bar foi um suplício. Mas mesmo o mal que me aflige fisicamente valeu a pena. Mesmo muito. Estes dias saíram melhor que o planeado

Faz hoje um mês desde que conheci o amor da minha vida. Hoje não vou tar com ele, mas não faz mal. Celebramos esta data durante o fim-de-semana que passamos.

R.


O que me dizes?
Por: Ray, em 15.11.07 às 17:02link do post | adicionar aos favoritos

11 De Novembro de 2007

 

O H. saiu daqui há pouco. Foi embora porque infelizmente hoje tenho que ir trabalhar. Sinceramente não me apetece nada. Sinto-me cansado do fds que hoje acaba. Mas pior que isso, tive que acabar o fantástico tempo que estive com o meu amor.

No sábado, acordei cedo. Ainda antes de o despertador tocar. Com uma puta de uma dor de cabeça que me fez andar a tomar comprimidos logo que me levantei. Mas enfim lá me preparei, e no final de tomar café, o meu irmão chegou e seguimos para o baptizado. Chegamos a hora de almoço, com a família reunida ainda na mesa comemos e metemos mãos há obra. Havia mesas para preparar. Como a festa era so as 16h tivemos bastante tempo para fazer um bom trabalho, e modéstia há parte, as mesas até ficaram muito bem.

De resto, aconteceu o que é costume. Comer, comer, beber, e comer. E como tinha planeado a noite com o H. não me alarguei muito com a pinga. Gostei da festa. É sempre bom ver a família, conversar e partilhar um bom bocado. Infelizmente ultimamente só nos juntamos em festas grandes. Nem vou fazer grandes considerações sobre a estupidez que é um baptizado católico.

Durante o tempo que lá estive, não consegui enviar nem receber muitas sms com o H. aquela terra fica na porcaria do meio da serra e a rede é quase nula. Tinha que andar de um lado para o outro para ver se conseguia enviar notícias ao meu amado, confirmar e combinar os últimos pormenores da noite que se aproximava.

E assim, ás 22h, e depois de ter comido mais que a conta, e após a terceira muda de roupa nesse dia, fui para as beira da estrada esperar o meu homem.

Seguimos logo para Leiria, mas eu não me sentia nada bem de tanto que havia comido. Mas isto de ter os melhores petiscos de mamãe a disposição tinha que ser aproveitado até ao limite. Ainda paramos na área de serviço para tomar um café, e pelo caminho a conversa nunca parou. Encontramos o sítio com relativa facilidade. Quando entramos, ainda estava vazio, isto tudo porque ainda nem meia-noite era.

O espaço é agradável, não muito grande, mas com um estilo e personalidade. O staff simpático e quando começou a encher, também me pareceu bem frequentado. Embora não tivesse completamente à pinha, estava muito bem composto. Muitas meninas, alguns casais hetro, e felizmente muito poucas bichas. Musica bem passada, mas o show pareceu-me fraquito.

Uma das principais razões que me levam frequentar este tipo de sítios, é que quando lá estou, rodeado de todos aqueles tipos, sinto-me menos sozinho na minha sexualidade. Faz-me ver que há mais gente com o mesmo gosto que eu. Que afinal não sou assim tão estranho e isolado.

Mas tudo isto é de menor importância. Fui lá porque estava com o meu amor.

Lá sabíamos que estávamos há vontade, e após o H. se ter sentido mais confortável com a ideia, lá se soltou, e namoramos bastante. Beijos e abraços, ao som de house music e com pessoas á nossa volta. Sabe muito bem mostrar a todos o quanto eu amo e sou amado por este homem.

Logo após o fim do show, saímos e rumamos a nossa caminha. Chegamos e os nossos corpos rapidamente se uniram, de forma intensa e cheia de paixão.

Havia chegado a hora de dormirmos. A primeira vez que o iríamos fazer. Alem das raras vezes que o fiz com o V., apenas havia dormido com mais um homem, e era algo que eu queria muito faze-lo com o H.

 Adormeci com ele ao meu lado, mão na mão. Lembro-me de por vezes acordar, ora com ele a abraçar-me, ora era eu a faze-lo. Soube tão bem, abrir os olhos e vê-lo logo.

Acordamos, pusemos imediatamente a escrita em dia, saímos para tomar café, e aproveitamos e demos um passeio rápido pela cidade.

Quando voltamos para casa, e como ambos estávamos ainda cansados, voltamos à cama. Ali ficamos os dois, nuzinhos, abraçados um ao outro a ver um filme na tv.

Durante esta tarde, e apesar do cansaço ainda fizemos amor mais duas vezes.

A última destas vezes, recebi dele prazer como nunca tive ao ser penetrado. Simplesmente delirei.

Amo o H. cada vez mais. Este fim-de-semana foi algo que eu sempre sonhei fazer, e nunca antes tive alguém com quem o quisesse fazer mais, do que com o meu amor.

Este homem realiza-me. Faz-me ser muito feliz.

R

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Por: Ray, em 15.11.07 às 16:55link do post | adicionar aos favoritos

9 De Novembro de 2007

 

Sexta-feira, foi noite de namoro.

Como costume o H. veio ter comigo, e logo as saudades imediatas foram sanadas. O nosso reencontro foi brindado com leite batido com muita paixão e tesão.

Depois de largos momentos de conversa e namoro, saímos para jantar, e acabada a refeição fomos tomar café a um bar. A caminho mandei um sms ao meu irmão a convida-lo para virem ter connosco. Quando disse o que havia feito ao H. ele ficou nervoso, e compreendo porquê.

Ainda ficamos uma hora e tal a espera do meu irmão e cunhada, e esta espera deve ter sido bastante difícil de aguentar pelo meu amor. Sempre que entrava um casal no bar, perguntava-me se eram eles. Via no seu comportamento e atitude o nervoso que estava. Várias vezes lhe perguntei se queria vir embora, e se queria que desmarca-se com o meu mano. Também não o queria fazer sofrer com ansiedade, nem tão pouco “obriga-lo” a fazer algo para o qual ainda não estivesse preparado. Como não o fez, continuámos a conversa, até que finalmente apareceram. E para minha alegria vinham com a C.

Fiz a apresentações, e quem ficou nervoso fui eu.

O H. acabava de sair do armário, de se expor e logo a três pessoas que não conhecia de lado nenhum. Via-o a esforçar-se para se comportar normalmente, mas conseguia claramente ver o nervoso nos seus gestos e conversa. O meu irmão, cunhada e a C. fizeram o que sabem fazer muito bem. Conversar e divertir-se. Iam metendo conversa, e dizendo piadas, tentando pôr o meu amor o mais a vontade possível! Sabia que ele não conseguir estar, o que é perfeitamente normal e aceitável. Eu estava a sentir-me tão nervoso como ele.

Esta noite trouxe-me a memória, as primeiras vezes que também acompanhado me expunha pela primeira vez a pessoas que não conhecia de lado nenhum. Naquela altura apenas confiava no discernimento do V. lembro-me de ter sido muito difícil, e não ter conseguido ser eu próprio, mas não me arrependo. Valeu a pena. Consegui lidar melhor comigo próprio.

Mais copos e conversa, e logo que me perguntou se queria ir embora acedi e saímos dali! Voltamos ao meu quarto para mais uma bela sessão de namoro e amassos.

Olhando para trás, consigo perceber como foi difícil para o H. o que ele fez. Pelo que me contou ninguém sabe da sua sexualidade. Não precisava de nenhuma prova de amor, mas este homem, neste dia saiu do armário, por amor a mim!

A atitude do H. de querer conhecer o meu irmão e a minha cunhada, contou e tocou-me muito! Ele teve que sair muito da zona de conforto para o fazer. Demonstra sem dúvidas que está de facto empenhado em construir uma relação, que quer fazer parte da minha vida e principalmente que me ama e confia em mim.

Saiu daqui já tarde, ficamos a fazer amor até as tantas, e amanha, ele tem que ir trabalhar e eu tenho que acordar cedo para ir para o baptizado.

R.

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