O meu nome é Ray,e sou gay. Este será um blog sobre “as coisas vulgares que há na vida”. Na minha vida! É um blog para maiores de 18 anos. Para todos aqueles que tem alguma curiosidade sobre a vida e pensamento gay.
O que me dizes?
Por: Ray, em 21.11.07 às 20:01link do post | adicionar aos favoritos

21 De Novembro de 2007

 

Ontem tive uma boa noite.

O H. teve aqui, namoramos e fomos jantar. Entretanto tive a trocar uns sms com o meu irmão, e ele convidou-nos para passar lá em casa.

Gostei. Ficamos la os 4, um bocado a conversar.

Sei que não foi nada extraordinário, mas o simples facto de poder estar com o H. e com a minha família faz-me feliz.

Ainda bem que o meu homem tomou a decisão de os querer conhecer.

R.


O que me dizes?
Por: Ray, em 21.11.07 às 20:00link do post | adicionar aos favoritos

19 De Novembro de 2007

 

Finalmente chegou o Outono.

Chuva, vento e frio com fartura.

Faltou a luz e fechei o bar as 23h e apanhei uma real tosga.

O meu amor passou aqui o final da tarde, já tinha montes de saudades dele. Estes encontros aqui no meu quarto tem que começar a ficar mais silenciosos, porque ontem veio para o quarto ao lado do meu, mais um rapaz. O P. pareceu-me boa gente, e ele tem boa pinta. Mas que se foda, vou continuar a namorar aqui com o meu H. agora só temos que falar um pouco mais baixo.

Porque já estava a cair um dilúvio, deu-me boleia ate perto do bar, e dei-lhe um grande beijo, dentro do carro, em pleno centro histórico.

Abri o bar, vendi um café, e faltou a luz. Enquanto esperava que voltasse, entreti-me a porta do bar, a olhar para a chuva os relâmpagos e a beber uns safaris cola e a trocar sms com a minha paixão. Como não havia maneira de voltar a luz, comecei a fechar a porta, e entretanto aparece-me o M.J., cliente habitual. Claro que o deixei entrar, e a luz de umas velas, bebi com ele umas bejecas.

Ele deu-me boleia até casa, e como nesta parte da cidade já havia luz, procurei algum sítio para comprar tabaco. Lá encontrei um tasco, e quando entrei, não é que lá estava de novo o M.J. e pedi uma imperial para ficar um pouco a conversar. Ainda não tinha sono e não me tava nada a apetecer vir para casa e ficar a olhar para o tecto.

Obviamente que o número de rodadas não parou de crescer. E como ja tinha emborcado uns safaris, a mistura de bebidas resultou numa bela bebedeira, e logo a segunda-feira, mas a conversa até tava porreira, e continuei a beber.

O que não tava mesmo nada a espera era que o L. se lembrasse de começar a mandar msg. E não eram de conteúdo inocente. Embora eu não lhe desse conversa, começava a insinuar que até gostava de repetir algumas coisas que fizemos, e comecei a não gostar nada da conversa. Disse-lhe que se quiser podíamos ir tomar um café na boa, mas só mesmo isso. Mas ele insistia, e cada vez mais a provocar. Até que lhe tive que dizer claramente, que amava o H. demais para fazer seja lá o que for e trai-lo, e voltei a frisar que podemos tomar um café e manter contacto, mas nada mais que isso. Mas acho que ele ainda não se convenceu desta nova realidade.

Quem também teve insónias foi o meu homem. Já eram altas horas e ainda trocávamos msg e ainda falamos ao tlm.

Hoje orgulhosamente, mesmo bêbado e cheio de tusa, vim para a cama sozinho, por escolha. Escolhi amar e entregar-me a um só homem. O meu H.

E como esta decisão não é de hoje, torna tudo muito mais fácil.

R.


O que me dizes?
Por: Ray, em 21.11.07 às 19:58link do post | adicionar aos favoritos

18 De Novembro de 2007

 

Os meus fins-de-semana são aborrecidos. Especialmente os que tenho que trabalhar. Embora me divirta mesmo muito no bar, especialmente em noites movimentadas como a de ontem, o tempo que passo em casa custa a passar.

Não há nada de jeito para ver na tv, no café é só tias e tios, e não tenho paciência para lá estar muito tempo sozinho.

Como o meu amor tem que trabalhar nestes dias, fico aqui emburrado entre quatro paredes, a pensar nele e como é que em menos de um mês esta situação se desenvolveu de um engate para o AMOR que nutrimos um pelo outro. A teoria das almas gémeas começa a ganhar algum significado para mim.

Ontem sábado, enquanto trabalhava, fui assaltado por um sentimento de ciúme e de inveja que não me é habitual.

O meu homem, como é normal e saudável, foi curtir a noite com o grupo de amigos dele. E fomos trocando mensagens sempre que nos foi possível, mas não é que eu fiquei com ciúmes.

Não daqueles que surgem da desconfiança de uma traição amorosa, mas dos amigos. Eles estavam ao pé do meu amor e eu não, estavam a divertir-se com ele, a falar com ele, a olhar aquela cara linda, a conversar e conviver com ele, e eu não. Acho que isto vem do meu amor e necessidade de estar com ele.

Não me chateia nada ele sair e conviver com os amigos. Ainda bem que o faz, e sei que não ameaça em nada a nossa relação. A inveja e o ciúme surgem apenas porque são coisas que eu não farei com ele.

Porque embora nos também façamos saídas a noite, estas foram, e serão, ou só os dois, o com o meu grupo de amigos aqui na cidade, nunca serão com o grupo de amigos dele. Sei que aqueles amigos são importantes para o H. pelo que me disse, já fazem este tipo de saídas há imenso tempo, e se estas saídas e este grupo de amigos é importante para o H. é importante também para mim, mas para eu poder partilhar estas saídas junto dele, envolveria ele assumir-se junto deles, e eu não vejo qualquer necessidade disso.

Agora friamente consigo ver que apenas por o amar tanto, e querer partilhar tudo com ele, senti aquela inveja estúpida e sem razão de existir.

R.

O que me dizes?
Por: Ray, em 21.11.07 às 19:56link do post | adicionar aos favoritos

16 De Novembro de 2007

 

Mais um semana a acabar. Esta foi uma semana muito especial para mim. Todos os dias o H. veio ter comigo. Alguns dias até apareceu de surpresa, sem qualquer aviso, chegava e pedia para abrir a porta. Da primeira vez que o fez, pensei que estava a gozar comigo. Adorei cada vez que veio, e cada dia que passamos o conheço melhor.

Mas hoje, sentia-me diferente. Sentia-me triste, frustado, e até deprimido. E tudo isto despultado por algo bom: - o meu amor por este homem.

 

Amo-o muito, e como tal quero fazer coisas que os namorados fazem. Passeios, cinema, fins-de-semana, jantares, férias, etc e tal. Sei que parece lamecha, mas que se foda, não o quero só para cama. E numa relação há que saber viver além da quequa. Ora este pensamento invadiu-me e entristeceu-me. Porque neste momento da minha vida, não o poderei acompanhar. Apenas pela parte monetária da questão.

O que ganho no bar, dá apenas para as minhas despesas essenciais. Há já um tempo que aprendi a viver de maneira muito fulgral, e o que o ganho dava sem grandes complicações para cobrir as minhas despesas, mas agora a situação é diferente. Para melhor claro, mas implica uma outra maneira de viver e obviamente outro tipo de orçamento.

Este sentimento não é de todo novo. Já na altura em que andava com o V. existia. Muitas vezes eu não o podia acompanhar, porque não conseguia manter o mesmo estilo de vida.

Mas como neste caso o meu amor pelo H. é muito maior e quero mesmo fazer muito mais com ele, do que alguma vez quis com algum namorado meu, fiquei deveras frustrado. E foi de tal forma que o meu amor apercebeu-se disso através das mensagens que trocamos.

Ao final da tarde, veio ter comigo, e lanchamos juntos. Senti nele uma frustração por saber que eu estava triste e não lhe contava o porquê. Quando chegamos a casa, não aguentei mais e tive que lhe contar. Não consigo guardar-lhe segredos. Falamos e eu fiquei bem.

Hoje aprendi que o amor é também partilhar problemas, dúvidas e conflitos e fantasmas internos. Mesmo nesta fase de enamoramento, e de sedução em que tudo devia ser perfeito e cor-de-rosa, o partilhar de sentimentos profundos ainda que não muito positivo, quando se ama e se é amado de verdade, não faz mal. Muito pelo contrário. Senti-mo mais próximo do H. o meu amor por ele galgou mais um nível.

R.

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